Gago Coutinho – Sobre a República

Nunca me meti na política, mas, até 1914, julguei que o regime República seria o melhor, por terem falido os políticos que aconselhavam os reis. A seguir às revoluções da República, que provaram também a falência dos seus homens, passei a considerar preferível um regime monárquico constitucional, como o inglês… mas mais socialista do que trabalhista. Este está arrebentando a Inglaterra, e se a rainha Vitória voltasse a este mundo, fugiria logo para outro… Almirante Gago Coutinho

Fonte : Blogue Gago Coutinho,

Blogue Gago Coutinho http://gagocoutinho.wordpress.com/2009/10/02/sobre-a-republica

Biografia Realistas de Gago Coutinho http://www.realistas.org/modules/news/article.php?storyid=14

Publicado em:  on Janeiro 26, 2010 at 12:05 am Comentários (1)

Quando os Monárquicos estiveram na bancada do Partido Socialista

Em 1985 Ribeiro Telles e seus colaboradores concertam um acordo com o PS, que lhes permitirá eleger três deputados para a Assembleia da República.

Fonte : Realistas

Publicado em:  on Janeiro 17, 2010 at 2:29 pm Deixe um Comentário

D.Manuel II, O Rei “Socialista”

“Como D.Pedro V, entre nós, comerciantes e industriais da laboriosa cidade do Porto, eu quero repetir e adoptar para lema da minha vida : eu amo os que trabalham !” El Rei D.Manuel II, 15 de Novembro de 1908

Fonte :Os últimos dias da Monarquia de Jorge Morais

Publicado em:  on Janeiro 12, 2010 at 8:55 pm Deixe um Comentário

“tudo pode e deve ser debatido” – Manuel Alegre sobre a monarquia por João Gomes

É verdade, a frase é mesmo de Manuel Alegre sobre a hipótese de restauração da monarquia em Portugal, e foi dita ao O Diabo, que saiu ontem (dia 18 de Agosto). Existe um mito enorme, criado pelos republicanos, de que a monarquia é de direita e a república é de esquerda – mais do que um mito estamos perante um dogma. Basta termos bom senso e lermos um pouco da História do nosso país, para percebermos que isto é mentira. A monarquia só pode existir, como o Sr. D. Duarte está farto de referir, em democracia – e a democracia não é da esquerda nem da direita, é de todos e para todos, como o Rei.

Pouca gente sabe e poucos foram os historiadores que se deram ao trabalho de investigar o assunto, mas o primeiro partido socialista a existir em Portugal (o Partido Socialista Português) tinha imensos monárquicos (a maioria dos militantes) e existem relatos da época que comprovam que o mesmo foi apoiado pelo Rei D. Manuel II. Os socialistas tinham na época por certo de que o regime era uma questão secundária e que as condições de vida dos operários iriam piorar se a república fosse implantada. Não é que tiveram razão?

Mas podemos ir mais longe. Quantas pessoas é que se deram ao trabalho de investigar e estudar os imensos monárquicos que foram oposicionistas do Estado Novo? Querem exemplos? Que tal o Henrique Barrilaro Ruas, que no I Congresso da Oposição Democrática foi o primeiro orador a exigir “a entrega imediata das colónias aos seus povos”? Ou então o advogado João Camossa, que num processo em que defendia oposicionistas ao regime salazarista foi o primeiro e único caso em que um advogado passou da sua condição a arguído. Confrontado com o problema foi até à casa de banho e apresentou-se perante o juíz fascista a dizer que por baixo da toga estava completamente nu e que se fosse constituído arguído a teria que despir – o juíz fascista não teve coragem de o constituir arguído.

Então e o Francisco Sousa Tavares e a Sophia de Mello Breyner? E o pai de Sottomayor Cardia? E o pai de Jaime Gama? E o Gonçalo Ribeiro Teles? E o Sá Carneiro? E o Henrique de Paiva Couceiro? E a Amália Rodrigues? E os outros, tantos outros que eram de esquerda uns, de direita os outros, mas que tiveram como marca comum a luta, de peito aberto ou na clandestinidade, pela democracia em Portugal? Só os republicanos são herdeiros da resistência ao Estado Novo? Só? Chega de demagogia. A Liberdade quando nasceu foi fruto de todos e nasceu para todos.

Se perguntarmos a qualquer socialista ou pessoa de esquerda quais são os líderes políticos em que mais se revêm, as repostas vão ser óbvias e vão aparecer de certeza estes quatro nomes: Olof Palme, Felipe Gonzales, Tony Blair e José Luís Zapatero. O que têm em comum? Todos governaram em monarquia e nunca a contestaram.

Então e não será óbvio que qualquer militante do Bloco de Esquerda se revê no modelo social liberal do Reino da Holanda? E o afamado modelo económico escândinavo defendido à boca cheia pelo PS? Os países escandinavos também são monarquias.

É por estes motivos que Manuel Alegre tem razão, “tudo pode e deve ser debatido”. Por isso está na hora da esquerda abandonar os dogmas. Por isso está na hora de passarem a palavra ao povo, que eu acredito ainda é quem mais ordena.

João Gomes
Publicado em:  on Janeiro 11, 2010 at 11:36 pm Deixe um Comentário

2010 tempo de balanços, por Rui Monteiro

Passados 2 anos chegamos a 2010 e ao famoso Centenário da República ou melhor a comemoração de algo que não sabemos bem porque parece que tem dois intervalos 1910-1926 e 1974-2010, o resto para alguns não foi republica. O facto faz-me pensar, afinal é centenário ou vamos fazer contas … 16+36 = 52 … Se de 1926 a 1974 não foi republica então vamos comemorar 52 em vez de 100 anos ? Gostava que também me indicassem quem foi a Sua Magestade que governou de 1926 a 1974 para bem do Povo Português. Falta rigor matemático republicano, afinal 48 anos da republica foram em Ditadura que é pouco compatível com os ideais Republicanos … muito menos da Ética Republicana que foi esquecida nesses anos.
Mas convém aqui fazer uma pausa e reflectir, há 2 anos quando comecei este blogue não era algo popular e muito menos símbolo de respeito … talvez mais gozo da amnésia populista. Existiam Foruns Monárquicos na internet que talvez pelo efeito Obhama e do Facebook deixaram de ter sentido de existir, um bocado como o PPM no sentido em que não representa todos os monárquicos e só existe para os dividir. A Causa Monárquica era tema Tabu há 2 anos, os monárquicos nem de perto estavam organizados e acima de tudo crentes no valores sem terem medo de o dizer publicamente. Esperamos que depois de 2010 cresçamos …
Tenho exercido a minha cidadania de várias formas : como webmaster do Realistas ( http://www.realistas.org ) e deste blogue, como webmaster do Esquerda Monárquica (http://esquerdamonarquica.wordpress.com ), como sócio fundador do Instituto da Democracia Portuguesa ( http://idp.somosportugueses.com ), como militante de um partido político, e acima de tudo como Português. Enquanto houver a luta pela Liberdade e pela Democracia contem comigo, aliás como D.Duarte já o disse “Não há Monarquia sem Democracia”.
Hoje o panorama é diferente basta ver os grupos monárquicos organizados no Facebook, basta ver os blogues e as organizações monárquicas fieis a SAR D.Duarte de Bragança que não acreditam em pseudo-loucos com a mania de que Italia é o berço da família real ou então de outros que não se sabe bem porque andam nisto mas fazem o carnaval que já nos habituámos. Os monárquicos têm hoje a Causa Real presidida por uma pessoa de peso como Paulo Teixeira Pinto e as Reais Associações para se juntarem na acção que este país precisa.

As pessoas que o são já o dizem convictamente que são “Monárquicos” sem o medo de represálias de palhaços com falta de cultura ou de civismo. Manifestações como o 31 da Armada e o seu hastear de bandeira acenderam o rastilho, o Desembarque da Normandia Azul e Branca no dia 5 de Outubro de 2009 deram o mote e exemplificaram a Liberdade de Expressão, afinal o 25 de Abril de 1974 não foi feito só para os republicanos mas para todos os portugueses dos quais os Monárquicos não são excepção.

Nada se conquista sem esforço e sem o acreditar ! Este é o momento da União !

Um Bom Ano 2010 para todos os Portugueses e em especial para SAR D.Duarte de Bragança e sua família.

São os meus votos

Rui Monteiro
Webmaster

p.s. : ainda não esquecemos, não somos insensíveis

548 mil desempregados
cerca de 1,850 milhões de portugueses recebem pensão de velhice
300 mil recebem pensão de invalidez
380 mil recebem o rendimento social de inserção.
Para apoiar estes 3,078 milhões de portugueses, trabalham somente 5,020 milhões de portugueses.

Publicado em:  on Janeiro 4, 2010 at 2:18 am Comentários (1)

Monárquicos “embarcaram” numa viagem ao tempo do rei

Ontem à noite, na véspera do dia em que se assinala a implantação da República, a Causa Real “embarcou” numa viagem ao passado gritando “viva o rei, viva a monarquia, viva Portugal” na baixa de Lisboa.

A Causa Real juntou cinco centenas de apoiantes do movimento monárquico e partiu de Belém no barco “São Jorge” em direcção ao Cais do Sodré.

Às 22h00 já os apoiantes do movimento ouviam música no “São Jorge”, dando início ao percurso que marcou o contributo monárquico às celebrações do ano do centenário da implantação da República em Portugal.

Uma hora depois a embarcação partiu em direcção ao Cais do Sodré, local que serviu como alternativa ao Terreiro do Paço, depois de a Transtejo ter recusado na sexta-feira o desembarque “simbólico” naquele terminal.

Ao contrário do previsto, os monárquicos deslocaram-se para o Largo de Camões sem passar pelo Terreiro do Paço, onde iriam homenagear o rei Dom Carlos I, que a 1 de Fevereiro de 1908 foi assassinado nas ruas de Lisboa, episódio que, dois anos mais tarde, abriu portas à implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

Depois de em Janeiro a autarquia de Lisboa ter ordenado a retirada da bandeira monárquica da sede da Causa Real, no Largo de Camões, este símbolo monárquico voltou a ser hasteado perante o olhar, e as vozes, de duas centenas de apoiantes da causa.

“Viva o rei, viva a monarquia, viva Portugal”, gritaram as duas centenas de pessoas, confiantes de que esta noite será “o início de uma nova era” para o movimento monárquico.

A chuva marcou o fim da iniciativa no Largo de Camões, com os apoiantes monárquicos a regressarem, às 00h30, ao barco “São Jorge”, para o regresso a Belém.

Dezenas de curiosos, que em véspera de feriado se deslocavam para o Bairro Alto, juntaram-se à Causa Real, e assistiram à partida dos monárquicos, que vêem no ano de centenário da República o início de uma nova era na luta do movimento pró-monarquia.

Segundo Paulo Teixeira Pinto, presidente da Causa Real, este ano de centenário da República pode ser o início de uma nova era para o movimento monárquico.

“É o primeiro dia de uma nova era. Acreditamos firmemente que este ano de centenário da república vai dar não só outra visibilidade mas outra importância e influência política ao movimento monárquico”, adiantou aos jornalistas o presidente da Causa Real.

Para o responsável, “a Causa Real acredita que é seu dever defender o ideal monárquico”.

“O rei é para reinar e não para governar. Pretendemos ser uma solução programática para o país, no sentido de que não somos uma alternativa de Governo e tudo quanto defendemos é a alteração da natureza do regime do Estado”, adiantou.

Fonte : http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1403701&idCanal=12

Publicado em:  on Outubro 5, 2009 at 6:54 pm Deixe um Comentário

República das Bananas – Cavaco Silva afasta Fernando Lima do cargo

Fernando Lima, responsável pela assessoria para a Comunicação social da Presidência da República, foi esta segunda-feira afastado do cargo por Cavaco Silva, depois de na passada sexta-feira o jornal ‘Diário de Notícias’ (DN) o ter denunciado como fonte do diário ‘Público’ no ‘Caso das Escutas’.

Fernando Lima, de 59 anos, iniciou-se me jornalismo no ‘Comércio do Porto’ e foi director do ‘DN’ de 2003 a 2004. Trabalhava como assessor e conselheiro do Presidente da República, Cavaco Silva, desde que este ocupou pela primeira vez o cargo de primeiro-ministro, em 1985.

A função passará a ser desempenhada por José Carlos Vieira, denominado no site da Presidência como ‘consultor’.

Recorde-se que no passado dia 18 de Agosto, já em altura de pré-campanha eleitoral, o diário ‘Público’ iniciou a polémica das escutas, com a publicação de notícias onde era assegurado que Cavaco Silva suspeitava estar a ser espiado por elementos ligados ao Governo chefiado por José Sócrates.

Fonte : Correio da Manhã

Publicado em:  on Setembro 21, 2009 at 9:15 pm Comentários (1)

Não esqueço Tiananmen …. Pela Democracia !!!

Tinha eu 14 anos e como eu todos os que têm mais de 30 anos lembram-se de como num só ano a máscara do Comunismo caiu, vi o Muro de Berlin a ser derrubado e vi a alegria nas caras de um povo oprimido, vi também o massacre em directo de milhares de pessoas que a única diferença era terem olhos em bico … lutaram pela Democracia e foram mortos em prol do ideal Comunista !

Vejam isto ! Afinal a Internet também é democrática !

Nunca entendi o Leninismo e nem o Maoismo que divergiram do Comunismo de Karl Marx ( ex-social democrata para quem não sabe ) para máquinas de ditaduras sem classes mas mais sectárias do que alguma democracia que eu conheço …
Há uma parte da nossa Constituição que proíbe o uso de símbolos de extrema direita como meios de propaganda em prol do fascismo, o mesmo também se devia aplicar às outras ideologias que colocaram em causa a nossa Democracia … lembram-se do PREC ? Processo Revolucionário em Curso ?

Publicado em:  on Setembro 15, 2009 at 10:25 pm Deixe um Comentário

Bibioteca Nacional – José Estêvão (1809-1862) / Luís de Magalhães (1859-1935)

MOSTRA EVOCATIVA | 06 Julho – 31 Outubro | Sala de Referência | Entrada livre
Fonte : http://www.bnportugal.pt/

foto-001_thumbJosé Estevão (1809-1862) foi e é unanimemente considerado o maior parlamentar português.

A vida política deste eloquente orador acompanhou as vicissitudes da implantação do liberalismo em Portugal após 1826. Combateu o miguelismo no batalhão académico, exilando-se depois em Inglaterra. Após a vitória de D. Pedro, que lhe concedeu a condecoração da Torre Espada pela sua coragem em batalha na guerra civil travada no Porto (1833), José Estevão combateu ao lado dos Setembristas por uma concepção mais democrática do liberalismo constitucional. Adversário de Costa Cabral, José Estevão celebrizou-se não só como notável orador parlamentar, mas também como combatente de armas na mão durante a Revolta de Torres Novas (1844) e na Patuleia (1847). Aderiu em 1851 à Regeneração.

Jornalista, principalmente na Revolução de Setembro, militar revolucionário, advogado de causas perdidas que conseguiu ganhar no tribunal dadas as suas qualidades tribunícias, professor de economia política na Escola Politécnica, José Estevão é recordado, assim como seu filho Luís, nesta mostra da BNP, como incansável lutador pelas suas ideias e pai extremoso, tendo morrido inesperadamente quando seu filho primogénito Luís Cipriano contava apenas três anos.

Luís de Magalhães (1859-1935), muito menos conhecido que seu pai, será também homenageado nesta exposição através da divulgação de alguns documentos do seu espólio, pertencente à BNP, que ilustrarão a sua actividade literária, iniciada nos bancos da universidade de Coimbra, e política. Relevante jornalista literário, dedicou-se também à política por pressão dos seus grandes amigos, alguns dos quais conhecidos como “Vencidos da Vida”. Apoiante do movimento “Vida Nova” dada a sua amizade com Oliveira Martins, aquando do Ultimato de Inglaterra (1890) contribui para a criação da “Liga Liberal”, convencendo Antero de Quental a aceitar a presidência deste movimento. Foi Governador Civil de Aveiro em 1892 durante o governo de Dias Ferreira e Oliveira Martins, e em 1897 deputado independente por Vila do Conde, sendo depois eleito pelo círculo eleitoral da Póvoa de Varzim nas eleições de 1899 e 1900.

A partir do novo século, Luís de Magalhães, que nunca abandonou a vida literária, tendo já publicado o seu mais conhecido romance O Brasileiro Soares (publicado em 1886) com prefácio do seu amigo Eça de Queirós, lança-se numa vida política mais activa, defendendo os seus ideais monárquicos, tendo sido Ministro dos Negócios Estrangeiros no governo de João Franco e, após as incursões monárquicas de Paiva Couceiro durante a I República, assegurou a pasta do MNE durante o breve período que durou a fracassada “Monarquia do Norte” (1919).

Publicado em:  on Setembro 14, 2009 at 9:48 am Deixe um Comentário

São só eleições – Miguel Esteves Cardoso

Ainda ontem – 20090907

Eu que já tenho perdido tanto – na política, então, nunca acertei – já nem preciso de atrevimento para desejar dois resultados improváveis.
Tenho vergonha do partido que era o meu: o PPM, que agora pertence a fadistas que não prestam, nem como fadistas nem como monárquicos. Tenho pena do partido que o substituiu: o MPT, que vai atrás de Pedro Santana Lopes, só porque Pedro Santana Lopes foi atrás dele. E, de repente, dou comigo a querer que o PS ganhe em Lisboa.
E, como se isso não bastasse de choque ideológico, dou comigo a querer que o PS ganhe também nas legislativas. Que mal têm as maiorias relativas? Não será altura de pôr fim ao culto do absolutismo? Que mal têm as coligações? As coligações são triunfos políticos: a melhor seria PS/CDS. A segunda melhor seria o PS/BE, caso os segundos se deixassem de peneiras, ou fossem menos espertos.
Veja-se o debate de José Sócrates com Paulo Portas. Admiram-se; entendem-se; são inteligentes. São os dois melhores políticos que temos. O PSD está em obras e seria feio falar dele neste momento difícil.
À esquerda, foi impressionante que o PCP de Jerónimo de Sousa tão pouco se distinguisse do BE de Francisco Louçã. O Bloco de Esquerda é apenas a Juventude Comunista que não teve humildade para ser. O melhor resultado possível, na minha opinião, seria uma maioria relativa do PS. Mas há outros bons resultados possíveis.
São só eleições: alguma coisa se há-de arranjar. É para isso que elas servem.

Publicado em:  on Setembro 7, 2009 at 11:28 am Deixe um Comentário
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