Luis de Magalhães – filho de José Estevão

Arquivo de Miguel Paiva Couceiro

Nome: Luís Cipriano Coelho de Magalhães
Nascimento: 13-9-1859, Lisboa
Morte: 14-12-1935, Porto

Importante agente cultural de fins do século XIX e princípios do século XX, nascido a 13 de Setembro de 1859, em Lisboa, e falecido a 14 de Dezembro de 1935, no Porto, Luís Cipriano Coelho de Magalhães foi um elemento de ligação entre as gerações ditas de 70 e 90, ilustrando, na sua obra poética, ficcional e ensaística a transição do Realismo-Naturalismo para as correntes finisseculares do Neogarretismo.Primeiro filho do político liberal José Estêvão, matricula-se em Direito na Universidade de Coimbra, em 1877, cidade onde funda, três anos depois, com o seu amigo António Feijó, a Revista Científica e Literária, de orientação positivista. No mesmo ano, publica a sua estreia poética, Primeiros Versos e, no ano seguinte, o poemeto Navegações, no contexto da comemoração do centenário da morte de Camões. Em 1882, conclui a formatura em Direito. Em 1884, publica o volume de poesias Odes e Canções, prefaciado por Oliveira Martins. Em 1885, principia a sua vida política, ingressando no Partido Progressista, ao mesmo tempo que inicia a sua colaboração como articulista no jornal A Província, de Oliveira Martins. Em 1886, publica o romance realista-naturalista O Brasileiro Soares, prefaciado por Eça de Queirós, seu grande amigo. A partir de 1889, torna-se secretário e colaborador da Revista de Portugal, dirigida pelo mesmo. Em 1890, no rescaldo do Ultimato inglês, contribui para a fundação da efémera Liga Patriótica do Norte, a que Antero de Quental acederia a presidir, e assina uma série de artigos, em A Província e em vários outros jornais, onde interpreta o Ultimato à luz da teoria da decadência da nação portuguesa, que, moribunda, teria neste acontecimento traumático a oportunidade de ressurgir e de se reabilitar, mediante o regresso às suas tradições. Em 1892, aceita o cargo de governador civil de Aveiro. É o organizador do In Memoriam de Antero de Quental, publicado em 1896. Após a morte de Eça de Queirós, em 1900, assume a responsabilidade da edição da quase totalidade da sua obra póstuma. Em 1901, ingressa no Partido Regenerador-Liberal de João Franco. Com a subida deste ao poder, em 1906, Luís de Magalhães toma posse do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, de que se demitirá no ano seguinte. Em 1908, publica o seu último livro de poesias, Cantos do Estio e do Outono. Quando, em 1919, a monarquia é proclamada no Norte do país por Paiva Couceiro, Luís de Magalhães é convidado para ministro dos Negócios Estrangeiros. Fracassada a tentativa de restauração da monarquia, é preso e julgado, depondo a seu favor personalidades destacadas de vários quadrantes políticos.

Bibliografia: Primeiros Versos, 1880 (poesia); Navegações, 1881 (poema); Odes e Canções, 1884 (poesia); O Brasileiro Soares, 1886 (romance); Notas e Impressões, 1890 (ensaio); D. Sebastião, 1898 (poema); Cantos do Estio e do Outono, 1908 (poesia)

Fonte : Infopédia, http://www.infopedia.pt/$luis-de-magalhaes

Um Comentário (+adicionar o seu?)

  1. Miguel Paiva Couceiro
    Jul 10, 2010 @ 11:00:34

    Boa tarde,

    Procuro o título de um livro que o Conselheiro Luiz de Magalhães escreveu em 1934 sobre “a verdade” do que se passou no Pacto de Dover entre D. Manuel, D. Miguel e os respectivos conselheiros. Luiz de Magalhães fala deste livro na correspondência com Henrique Paiva Couceiro que possuo.

    Conhece este livro?

    Melhores cumprimentos

    Miguel

    Comentar

Deixar um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 662 other followers