Do Prefácio do livro “1910″ Mendo Castro Henriques (no prelo)

“Em meados de Outubro de 1910, a maior parte dos jornais, revistas e folhetos que circulavam em Lisboa apresentavam representações variadas de uma rapariga, algo desnudada, desenhada em estilo art Nouveau, com
os cabelos ao estilo clássico enfiados num barrete frígio e que fitava com ar fatal as brumas do futuro. Era uma figuração política e ao mesmo tempo o ídolo religioso de uma pátria e de um regime, exasperação emocional servida pela pequena burguesia que subira ao poder a um povo com emoções marianas. Oh ! Era a República!”

Um Comentário (+adicionar o seu?)

  1. João Afonso Machado
    Jul 10, 2010 @ 20:46:55

    Manda qualquer leitura imparcial da História que se diga que antes de 1910 socialistas e anarquistas gozavam de muito maior liberdade de expressão do que na 1ª e na 2ª República.
    Desta última, nem vale a pena falar. Daquela, não esquecer a alcunha de A. Costa – o «Racha-sindicalistas».
    Aliás, se a Monarquia se quer queixar do seu fim, deve-o a si mesma namedida em que permitia a circulação de jornais tão fanáticos como «O Mundo» e «O Século»

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