Telegrama de Dilma Roussef a D.Duarte de Bragança
29 Dez 2010 Deixe um Comentário
Quando o regime esquece os direitos das mulheres
27 Dez 2010 Deixe um Comentário
Carolina Beatriz Ângelo
Nascida na Guarda em 1877, médica, cirurgiã, activista política, membro da Liga das Mulheres Repúblicanas, foi a primeira mulher em Portugal a exercer o direito de voto. A exposição foi seleccionada e aprovada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República – CNCCR, e fará parte integrante do conjunto de iniciativas promovidas por esta comissão.
Ora temos de ter em conta que esta mulher ousou votar nas primeiras eleições republicanas a 28 de Maio de 1912 aproveitando as indefinições existentes no enunciado da Lei. Aproveitou uma cláusula da Constituição de 1911 onde só podiam votar “chefes de família” não especificando o sexo. Na sequência da controvérsia, é aprovada pelo senado em 1913 a Lei Eleitoral da República (nº 3 de 3 de Julho) onde pela primeira vez num texto legislativo se determina expressamente o sexo dos cidadãos eleitores masculinos.
O mais caricato no meio disto tudo é a Comissão do Centenário comemorar um dos mais flagrantes golpes da república contra os direitos das mulheres, já não chegam os cartões de Natal com a república ou até mesmo os spots publicitários da CNE a fazer propaganda ao Centenário. No meio deste nevoeiro de hipocrisia o Povo cada vez mais tem noção do que está realmente em jogo, não é a república mas sim Portugal que foi esquecido.
Local : Museu da Guarda, Entre 24-06-2010 e 31-12-2010
Viva a Liberdade !!!
20 Dez 2010 Deixe um Comentário
Inauguração da Estátua de José Estevão em Aveiro
Arquivo de Morais Sarmento, Aveiro
Crise
17 Dez 2010 1 Comentário
O Presidente Lula disse publicamente que ajudaria Portugal o máximo que estivesse ao seu alcance, nada foi ao acaso. D.Duarte enviou uma mensagem de parabéns à nova presidente do Brasil Dilma Roussef, o partido dela e do Lula publicou a mensagem online aqui http://pagina13.org.br/?p=5011 , isto foi em sequência da visita de D.Duarte ao Brasil em Setembro onde se encontrou com vários ministros brasileiros do governo de Lula, ele foi apelidado por eles como sendo o “Príncipe Democrata de Portugal”, a família real brasileira é má vista pois está ligada a grupos de extrema-direita católicos.
No meio desta Crise económica o nosso país tem de ter escolhas, ou se deixa refém da União Europeia e nomeadamente da Alemanha, ou aceita o apoio de países da CPLP com os quais tem centenas de anos de história comum como o Brasil ou Timor ou até mesmo Angola ( todos estão dispostos a ajudar Portugal a sair do fosso ). E claro a questão da soberania e independência pode-se colocar nestes termos, se Portugal for ajudado pelos países irmãos não ficará dependente de um monopólio de um só país que não está interessando em melhorar a produtividade portuguesa.
A economia do Brasil está a crescer assim como a Angola também está a crescer, temos a língua que nos une, talvez o 5ª Império que Fernando Pessoa não esteja tão longe … a união pela língua portuguesa. O objectivo no meio disto tudo é simples, criar uma união económica entre Portugal e o Brasil da mesma forma que a Inglaterra tem com os EUA, deixamos de estar dependentes de ingleses ou alemães, continuamos na mesma a pertencer à União Europeia da mesma forma que a Inglaterra pertence. A CPLP tem de deixar de ser uma declaração de intenções.
Em centenas de mensagens que Dilma Roussef recebeu a dar-lhe os parabéns o seu partido o PT congratulou-se com a mensagem de um mero representante de uma casa real que não é nenhum Chefe de Estado, esta atitude vinda de um partido como o PT com tradições de Esquerda demarcada é sintomática de que os interesses e o futuro dos povos está acima de interesses políticos
DECLARAÇÃO DO DEPUTADO LUÍS COIMBRA NO PARLAMENTO EM 31/01/1980
15 Dez 2010 Deixe um Comentário
Nesta data, saudamos, porém, simbolicamente, nas pessoas do alferes Malheiro, de Basílio Teles, de Sampaio Bruno, do Dr. Alves da Veiga, de Miguel Verdial a Santos Cardoso, a inteligência, a argúcia política, a própria irreverência dessa geração de republicanos impolutos.
Tem a palavra o sr. Deputado Luís Coimbra! ( em resposta a António Vitorino)
À medida que se aproximava a oportunidade da revisão constitucional de 1982 a Aliança Democrática debatia a necessidade de desprogramatizar e desideologizar a Constituição. A 1981-06-11 Barrilaro Ruas (PPM), defende que a Constituição adopte formas de democracia directa de natureza referendária. Borges de Carvalho coloca a opção entre a democracia pluralista ou socialismo obrigatório. António Vitorino (UEDS) responde a Borges de Carvalho, que a Frente Republicana e Socialista quer uma alternativa democrática e progressista ao poder liberal-conservador da AD e há uma ideia fundamental da Constituição que quer preservar: é a República por muito que isso não agrade ao Grupo Parlamentar do PPM”. E lança o repto se o PPM está ou não disposto a demarcar-se clara e inequivocamente de posições de Monárquicos de direita. Em resposta, Luís Coimbra (PPM) declara que António Vitorino não pode confundir regime democrático com regime socialista. “Sr. Deputado, quero lembrar-lhe que, se existem fascistas entre monárquicos, olhe V. Ex.ª para os seus colegas republicanos, porque aí não só existem fascistas, como também comunistas, que, como sabe, são inimigos da democracia pluralista, tão defendida pela sua e pela minha bancada. Somos monárquicos e democratas, embora aceitemos que o Sr. Deputado possa tirar daí outras conclusões. Agradecia também que, quando falasse em Monarquia, não se esquecesse que em 70 anos de democracia o nosso país já viveu 48 anos de ditadura debaixo da II República.”
Fonte BLogue Duas Cidades de MCH
Colóquio Internacional – Sophia de Mello Breyner Andresen
07 Dez 2010 Deixe um Comentário

Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen
Doação do Espólio, Exposição e Colóquio
Assinalando a entrega do Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen à Biblioteca Nacional de Portugal, terá lugar, no edifício desta instituição, no dia 26 de Janeiro de 2011.
Mais informações AQUI
Reações – D.Duarte a Presidente
03 Dez 2010 Deixe um Comentário
Da República, a escola primária não me deixou propriamente recordações. Presidentes da República? Havia alguns nomes, mas referências, histórias, nada disso, vazio total. As Repúblicas não têm história, pelos vistos. Na primeira República, os presidentes eram eleitos por uns comités que mandavam no parlamento.
Mas foi uma mudança cheia de ambiguidades. De revisão em revisão constitucional, foi-se passando de um regime semi-presidencialista para um regime semi-regime, ou seja, confuso à boa maneira portuguesa. Ou seja, racionalidade, clareza, transparência, responsabilidade, nada disso tem a ver com a nossa Weltanschauung como gostam de dizer os alemães.
Andavas a divertir-te com as escutas lá no teu pequeno palácio ali em Belém, tens-te sentido na pele dum reizinho ameaçado pelas intrigas dos teus cortesãos? Divertido, pas vrai?
Oh! Duarte de Bragança candidata-te a rei-presidente, prometo que votarei em ti, companheiro!Fonte : Blogue a Bela Moleira
Portugal deveria pedir apoio financeiro aos países lusófonos, sugere D. Duarte
02 Dez 2010 Deixe um Comentário
De Rui Boavida (LUSA) – Há 4 horas
Lisboa, 01 dez (Lusa) — O Chefe da Casa Real portuguesa, D. Duarte de Bragança, defendeu hoje que Portugal se deveria virar para o espaço lusófono como alternativa a um eventual apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE).
“Deveríamos tentar outras alternativas além do FMI e da UE”, considerou D. Duarte de Bragança, em declarações à Agência Lusa, à margem das cerimónias comemorativas da restauração da independência portuguesa e da homenagem aos heróis da restauração, que decorreram em Lisboa.
“Deveríamos tentar negociar. Assim como Timor disponibilizou o apoio a Portugal, o Brasil, pelo que sei, teria também interesse em apoiar Portugal”, afirmou o Chefe da Casa Real, acrescentando que a hipótese de um apoio de Angola seria também “muitíssimo interessante, como forma de fraternidade lusófona”.
Como um empresário Cavaquista funciona
01 Dez 2010 1 Comentário
Aí está o protótipo do empresário cavaquista, como você diz. Essa gente é muito boa a gerir um negócio nas seguintes condições:
1 – O governo, em troca da criação de “postos de trabalho”, paga a infra-estrutura, doa o terreno, dá incentivos fiscais e acelera a burocracia.
2 – Os bancos, graças às dimensões do negócio, cobram spreads ridículos na comparação com o que cobram aos pequenos, para não falar de que os bancos costumam ser accionistas destas empresas.
3 – Os fornecedores, por causa da posição desses grupos, são espremidos. No caso do continente chegam a ser obrigados a dar de graça a primeira remessa de mercadoria, a título de “teste”. E depois fazem preços menores que os cobrados aos pequenos.
4 – As câmaras começam a cobrar estacionamento nos centros urbanos, o que afasta a clientela dos pequenos negócios nas cidades. Em troca, muitas vezes, constroem infra-estrutura de transporte que passa nos continentes, ou avisam o grupo sonae onde elas vão passar para este comprar o terreno barato, de preferência antes da alteração do PDM.
5 – A cobrança de IMI não poupa quem possui um negócio num centro, mas é branda para com os continentes da vida, estrategicamente colocados em terrenos baratos e muitas vezes isentados de impostos por criarem “postos de trabalho”.
6 – A GALP, ao invés de dar um desconto directo, dá um talão que só pode ser descontado no continente.
7 – Aproveitando a falta de tempo do trabalhador moderno, e o facto de que as mulheres trabalham tanto quanto os homens, se dá um desconto em alguns artigos que as pessoas fixam mais os preços e se cobra muito mais no outros, que são colocados no caminho para os bens mais consumidos. Já fiz o teste e vi que os preços do continente são muito mais caros. Algumas vezes chegam a ser cinco vezes mais caros!
8 – As grandes empresas têm condições para serem SAs, ou até terem a sede lá fora, o que facilita em muito a vida com as finanças. Já as Lda. estão f… E nem vamos falar de como os grandes são bem tratados. O pequeno tem logo o seu negócio fechado.
9 – Numa economia super-regulamentada, só os gigantes podem possuir departamentos especializados em lidar com isso. Já o pequeno não pode lidar com o negócio e a burocracia ao mesmo tempo. Depois, há o poder de lóbi. Quem vai multar o continente (milhares de postos de trabalho ameaçados…)? Mas ao zé da esquina, ninguém liga.
10 – O grupo sonae pode fazer doações e dar empregos a muito gente dos partidos. O pequeno comerciante, se o fizer, fica com o negócio quebrado.
11 – Ainda podemos lembrar daquelas privatizações feitas por encomenda, sempre nos momentos oportunos. Há uns corticeiros por aí que compraram umas acções muito baratas e depois entraram para a lista dos mais ricos do mundo, quando o mercado se apercebeu do valor do que compraram. Hoje as bombas com o nome da empresa dão os tais talões que podem ser descontados no continente, e vice-versa.
O pior é que muitos idiotas liberais acreditam que defendem o mercado livre, quando na verdade defendem o socialismo das corporações. Enfim, para eles basta meter o rótulo “privado” numa empresa para acreditarem que ela favorece uma política de direita.
















