Vídeo – entrevista a D.Duarte na RTPN

 

A vida de um “patusco”, ex-proletário

Caro sr. Vital Moreira

Quando se encontra na internet peças como esta http://www.youtube.com/watch?v=QE0FgqYj9Aw perguntamos afinal quem é o Patusco, devia ter vergonha ao ter ajudado a defender há 35 anos a nacionalização que tanto custou à economia portuguesa ao ponto de ser necessário em 1978 e em 1983 entrar o FMI em Portugal. Patusco é ter pertencido a um partido político que colocou em causa a Liberdade do nosso Povo, só com o 25 de Novembro de 1975 os ideais de Abril finalmente tomaram o curso da Democracia e da Liberdade que em 1975 não defendia. Patusco é ter ido parar de para-quedas para o “meu” partido, o Partido Socialista, do qual sou militante há 14 anos sem nunca ter posto em causa os princípios fundadores do Partido Socialista.  O Povo no dia 23 de Janeiro de 2011 virou as costas à República, 25% da população votante votou no presidente Cavaco, 7% de votantes votaram nulo e branco, 54% comemorou o Centenário da República melhor forma ! … em Casa ! Em 5 de Outubro de 2010 as sondagens que vieram nos jornais davam 30% de apoiantes monárquicos, 12% dos leitores do BE são monárquicos e 11% dos eleitores do PCP são monárquicos.

Há 35 anos uma pessoa que andava a “viajar” de partido em partido só tinha um nome dado pelo povo “vira-casacas”, o problema deste país infelizmente é existirem muitos “vira-casacas” que agora são patuscos em quase todos os partidos, pessoas sem ética, pessoas sem princípios e nem valores, esqueceram do que é a verticalidade de princípios mas acima de tudo esqueceram-se do que é ter palavra !
Pode ter a certeza que o Herdeiro dos Reis de Portugal, da mesma família de D,Afonso Henriques, da mesma família do Rei “Socialista” D,Manuel II, irá defender sempre o interesse de todos os portugueses da esquerda à direta, ao contrário do actual presidente que nunca irá defender patuscos que vão contra os seus princípios ético-morais como foi exemplificado pelo discurso de vitória no Domingo. Nós monárquicos democratas queremos o mesmo que foi feito em 1978, que a Constituição seja referendada pelo Povo e que o povo elege o Rei como D.Juan Carlos foi eleito ! 

Agora eu pergunto, afinal quem o patusco aqui, pelo youtube tira-se logo a pinta !

A propósito do seu deslize http://causa-nossa.blogspot.com/2011/01/antologia-do-surrealismo-politico.html
Melhores cumprimentos
Rui Monteiro

 

Monarquia e Religião sobre o ponto de vista de um socialista

Hoje tive um encontro com 11 monárquicos das Reais Associações de Coimbra e Beira Litoral, para quem não me conhecia eu fiz a minha declaração de princípios onde justificava os mais de 100 anos de luta da minha família pela democracia e pela monarquia.  Ao princípio houve uma pessoa que começou a por em causa ser socialista dizendo mesmo que a monarquia era incompatível com a esquerda, eu não querendo ser indelicado refutei e disse mesmo que se formos a ver a história da política nos últimos 150 anos a esquerda sempre esteve presente antes e depois da monarquia. Disse que mesmo antes de 1910 existia para além do Partido Socialista o Partido Progressista na área da esquerda monárquica, mas nem precisei de justificar mais pois bastou um sr. de alguma idade dizer “e então o José Estêvão homem da extrema-esquerda e monárquico ferrenho ?”, para quem não é de Aveiro como esse juiz não sabe o que é dar o valor à Liberdade como os Aveirenses como nós damos, e tanto amamos.
Da segunda vez que o sr. juiz voltou à carga com os valores da monarquia eu não fiquei calado, disse logo que se formos a analisar as monarquias modernas, como a Bélgica e Luxemburgo, as suas constituições são laicas onde o Rei pode ter o seu credo mas não se pode de alguma forma impor uma religião ao povo. Se não for respeitada a convicção religiosa de cada um o ideal monárquico nunca poderá vingar porque a partir desse momento o Rei é partidário ao ponto de o presidente da república ser mais democrata do que o próprio Rei nessa matéria, mesmo não passando pelo assunto do sufrágio eleitoral da Chefia de Estado. Temos de respeitar judeus, etc … mas fui logo confirmado por outro senhor que confirmou até conhecer muçulmanos e como tal todos têm de ser respeitados nos seus crédos independentemente se a maioria da população é católica, a monarquia tem de ser para todos. Nem precisei de dizer que era católico e crente, penso que temos de defender na generalidade e não olhar para o nosso umbigo.
Claro que se falou de mais assuntos mas sobre o ponto de vista ideológico defendi o que acho que é racionalmente correcto, no fim o sr. de idade que falou em José Estevão disse-me para nunca ter vergonha de defender com força os meus ideais e acima de tudo defender o que para nós Aveirenses é muito valioso, A LIBERDADE !

Rui Monteiro

La Toile – As origens do Realismo de Esquerda em França, o movimento da Montanha Branca (1848-1850)

Ser Realista de Esquerda não significa necessariamente ser  monárquico. Assim Chouannerie e a Revolta Vendée  não são expressões de qualquer ”monárquico de esquerda”, se estes termos se podiam mesmo aplicar na época …

Ao logo de todo o século XIX, uma clivagem direita / esquerda, no entanto, vai possibilitar o surgimento surpreendente para uma primeira tendência inicial que pode ser descrita como o primeiro Realismo de Esquerda. No entanto,  muito curiosamente, esta corrente não nasceu no meio Orleans, mas vem do Movimento Legitimista, no sul de França.

Desde o início dos anos 1830 e o advento de Luís Filipe, os legitimistas pareciam profundamente divididos, tanto no plano da estratégia como no das ideias. Enquanto que algumas eram o refúgio de um tempo passado,consideram-se outros meios legais, através de eleições, por vezes evocando a acção no plebiscito,  enquanto  alguns  setores estão esperando a seu favor a divina Providência  … Um parte significativa dos medos dos legitimistas atuais de outra forma não se revêem para a solução militar, e mesmo após o fracassado levantamento da Duquesa Berry.  Seria um erro entender a Causa Legitimista sobre a forma de  um movimento como uma simples lealdade dinástica e confiança no lembre-se … As Leis do Legitmismo Básico - O ”legítimista”, pode-se escrever - está no plural diversificado , vibrante  e vivo.

Há uma tendência chamada ”Monarquismo Nacional ” presidido por Antoine Genoude. Muito activa no sul do país e particularmente na Provence, esta tendência publica vários jornais, incluindo o Diário Bas-Languedoc , um líder político nas revistas da região, e que rapidamente se tornou o órgão dos legitimistas pequenos contra os notáveis do partido. Esta evolução é perfeitamente sensível após a revolução 1848 e da queda de Luís Filipe. Pode-se, portanto, ler, não sem surpresa, neste jornal datado de legitimista 5 de março de 1848: ”O conjunto da França e da Europa em breve  olha o jogo para espremer em torno da bandeira que ostenta este lema: Liberdade, Igualdade,  Fraternidade.  Bem, nós gostaríamos que esta bandeira se tornasse nossa agora,  que a divisa fosse literalmente e integralmente aplicada[...]. Monárquico Legitimista não significa mais democrata, ser republicano  é tão legítimo aos nossos olhos como nós. Cada um de vós e, nós acreditamos que todos os cidadãos devem querer uma Nação legítima, de Direito divino”.

Esse movimento, que leva o nome de ”Montanha Branca” com referência ao Montagnards incorporando a extrema-esquerda, é particularmente enraizado em torno de Nimes, Uzes, St. Gilles e Aigues-Mortes.

Alarmados com esta tendência, autoridades e notáveis Legitimistas com o curriculo iniciado no Diário  Bat-Languedoc e do presente, eleições de maio de 1849, concorrem numa lista legitimista homogenia e conservadora, que é totalmente eleita. Os defensores da Montanha Branca estão furiosos por ser tão brutalmente rejeitada. A partir 01 de julho 1849,  eles lançaram um novo jornal, concorrente direto do Diário Bat-anguedoc, e intitulado L’Etoile du Gard.
Seu lema é: ”o catolicismo, o voto universal, chama a pessoas “.
Em janeiro de 1850, uma eleição permite que o White Mountain testar sua popularidade enquanto que resultou na eleição de um republicano apoiado por Orleanistas e bonapartistas:
Favand (republicano): 34.219 votos (49,91%)
Graal Committee (legítimista): 22.719 votos (33,13%)
Lourdoueix (Montanha Branca): 11.619 votos (16,94%)
Deve-se notar que as vozes dos ”Montanha Branca” conseguiram de mais de 90% em bairros de centros urbanos como Nimes. Na Aigues-Mortes, a candidatos na Montanha Branca, está em grande medida os votos dos trabalhadores das salinas (foto).
Houve, sem dúvida, expressão eleitoral de realistas e trabalhadores . Mas a lei 31 de maio de 1850 restringir o sufrágio universal.Por outro lado, a condenação do movimento da Montanha Branca, pelo Conde de Chambord, e o estabelecimento do império iria finalmente levar a melhor sobre essa  tentativa hoje  impensável e esquecida.

Monáquicos de Esquerda também em França

Ver aqui

Palestra de Rui Monteiro em Viseu

No dia 15 de Janeiro pelas 11h30 Dr.Rui Monteiro deu uma palestra no âmbito actividades da Real Associação de Viseu onde abordou os vários aspectos de Portugal Monárquico antes de 1910 e Portugal Republicano. Partindo do princípio como funcionava sistema constitucional monárquico, mencionou e exemplificou princípios e valores que hoje damos como adquiridos mas que ao contrário do que dizem os republicanos eles já existiam antes de 1910 : Liberdade de Expressão, Liberdade Religiosa, Democracia.

Tendo em conta que nos encontramos em campanha para as eleições presidenciais comparou os dois sistemas constitucionais, apontou incoerências do regime actual como presidentes de todos os portugueses que são candidatos de alguns portugueses, falou das vantagens do sistema monárquico constitucional que se encontra em 7 dos 10 países mais desenvolvidos da Europa, falou também no contexto da União Europeia. Apontou a incongruência de um sistema republicano que se diz democrata e que não permite a consulta popular sobre o regime político, ao contrário dos países nórdicos que o fazem constantemente.

No final apontou rumos para a Causa Monárquica dando como exemplo a forma com a Monarquia foi implementada em Espanha através de um referendo à Constituição.

Extrema-direita quer acabar com a Monarquia na Bélgica


Separatista. Líder do partido mais votado, o N-VA, De Weder posa para foto no Parlamento CORRESPONDENTE / PARIS, 15 de junho de 2010
O vencedor das eleições da Bélgica, o líder do partido de direita separatista, Nova Aliança Flamenga (NV-A), Bart de Wever, confirmou ontem ao rei Albert II que não tem a intenção de assumir a chefia do governo belga.

O impasse ficou mais claro ontem, quando De Wever, na posição de líder do partido mais votado no domingo, encontrou-se com o rei Albert II. Em um sinal de seu menosprezo pelas instituições belgas ? o NV-A defende a extinção do país ?, De Wever vestia trajes informais, sem gravata.

O separatista reafirmou ao rei que não tem a intenção de tornar-se primeiro-ministro com um gabinete de centro-direita. “Governar a Bélgica seria como animar uma conferência diplomática permanente”, disse à imprensa.

Em posição de força nas negociações ? os partidos flamengos que defendem a cisão da Bélgica, todos de direita ou extrema direita, detêm 45% dos assentos do Parlamento ?, De Wever afirmou estar disposto a “estender a mão” aos francófonos valões, oferecendo-lhes o cargo de premiê.

Fonte AQUI

As eleições vistas por um monárquico

Começou oficialmente a época de caça aos pombos,  os meios de informação são sistematicamente bombardeados de notícias sobre o Big Brother político português.  Já se avizinhavam as querelas entre Cavaco e o porta-voz do Governo Manuel Alegre. Durante as últimas semanas temos assistido a uma autêntica telenovela venezuelana entre Cavaco e o BPN e Manuel Alegre e o BPP, agora o tema central de discussão não é o Orçamento de Estado e nem os conflitos PSD/PS … aliás o PSD anda muito caladinho como se nada fosse com ele. A verdade é que esta lavagem de roupa suja constante não aproxima os portugueses para irem votar, pelo contrário. Ora quem beneficia com a abstenção? Não é muito difícil de ver quem …

O que me choca acima de tudo é ver que se pára um país num período tão crítico para os bolsos dos portugueses. Os republicanos falam na teoria quase perfeita de que o presidente é de todos os portugueses. Mas a política não é nenhuma ciência exacta, é sim um daltonismo agudo constante que vem ao de cima nestes casos com mais importância em tempo de eleições da reeleição do cargo. Vemos uma pessoa com heterónimos, duplas personalidades: ora é presidente e fala para “todos os portugueses”, ora é candidato e “fala só para alguns portugueses”.  Ao olhar para a novela vemos que a voz dos actores não está sincronizada devido à tradução para português ver, os resultados aparecem depois nos meios de comunicação social.
O português comum não entende este conflito de interesses, como digo aumenta a abstenção e beneficia alguns. O português não vê e não sabe é o que lhe vai ao bolso, 5 milhões de euros gastos só em campanhas eleitorais para a presidência da república mais os 16 milhões de euros anuais que se gasta com a casa civil da república portuguesa.  Quando se gastou 10 milhões de euros para comemorar a República é de esperar tudo.
O  mais importante é ter alguém que guie este país, que dê esperança, que seja o embaixador dos mais pobres e dos mais fracos. Os políticos que temos em tempo de eleições até vão a Fátima acender velas, depois das eleições sobem ao Olimpo e deixam o discurso político para o Partenon relegando o Povo para o esquecimento.
Só é possível moralizar a política portuguesa com um Rei que seja símbolo de imparcialidade e de abrangência de valores, que defenda todos, que não seja só para algumas castas partidárias, que seja símbolo e exemplo a seguir. Chega de hipotéticos chefes de estado que têm tiques de governação, não queremos um chefe de estado imobilizado parcialmente como se tivesse tido um AVC !

Rui Monteiro

Mendo Henriques – O caminho é servir !

O caminho é servir !

Os escândalos de corrupção da 3ª República vão desaguar todos ao mesmo ponto ; a ausência de uma atitude de serviço. Não todos, mas um número suficientemente preocupante de influentes enriqueceram à margem da lei e, como agora sabemos, à nossa custa. Quando Cavaco Silva se afastou em 1995, é porque conhecia a gente intratável que tinha em seu redor; que agora queira regenerar a República com os poderes menores de Presidente é, pelo menos, estranho. Quando Guterres se afastou em 2002, por causa do “pântano”, é porque conhecia outros tantos animais políticos a chafurdarem à sua volta. Foi para um palco internacional.

A oligarquia do Bloco Central apoderou-se nos corredores do poder do agenciamento de negócios: a democracia portuguesa tem que se libertar dela e para isso só há um caminho, que é o caminho do rei. Queremos a monarquia, ou queremos dar um rei à república, porque o caminho do rei é servir, servir a pátria sem procurar nada para si. Queremos o caminho do rei, porque cada um de nós deve servir, sem ingenuidades nem contemplações para com os corruptos, e sabedor de que por cima das empresas, e dos indivíduos, temos de unir os interesses do Estado aos interesses da sociedade mediante o princípio monárquico que aponta para uma unidade de propósitos e um consenso sobre o futuro de todos os portugueses.

Para esta finalidade, as eleições presidenciais são secundárias e o alheamento que cresce em seu redor é significativo. É a falta de atitude de serviço revelado pelos políticos da 3ª República que leva à descrença generalizada neles, memos aos que procedem bem. Pelos mesmos motivos, existe um número crescente de monárquicos que se pretende abster, votar nulo ou branco, tal como existem muitos mais que preferem conscientemente votar pelo mal menor, ou escolher um candidato onde reconhecem a independência da sociedade civil. Porque acima dos partidos e das pessoas, os monárquicos seguem o caminho do rei, que é servir, ou seja, colocar a Pátria acima dos interesses particulares e colocar a democracia ao serviço do Povo…

Mendo Henriques.

8.1.2011

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