Petição «Restituição da Nacionalidade Portuguesa aos Judeus Sefarditas Portugueses»
28 Fev 2011 2 Comentários
Para:Assembleia da República
Os judeus sefarditas foram expulsos de Portugal ou forçados ao exílio a partir das perseguições de finais do século XV, continuando a considerar-se e a referir-se a si mesmos como “judeus portugueses” ou “judeus da Nação portuguesa”.
Presentemente, constituem um grupo pequeno, tendo alguns membros cidadania israelita, sendo que a maioria vive no Brasil na maior parte do tempo e correspondendo quase todos a indivíduos com educação de nível superior, em geral profissionais liberais e que, na maioria, falam mais do que o português.
Há muitos judeus sefarditas que aspiram a recuperar a nacionalidade portuguesa, de que se encontram privados mercê da expulsão e/ou exílio forçado dos seus antepassados.
A Espanha – que fez expulsões similares às ocorridas em Portugal – já adoptou legislação, desde 1982, que permite a naturalização dos judeus sefarditas de origem espanhola ao fim de dois anos de residência em Espanha, à semelhança da norma aplicável a um conjunto limitidado de origens específicas. E, em 2008, adoptou a possibilidade por “carta de natureza” e atribuiu a nacionalidade espanhola, independentemente de residência, a judeus sefarditas, mercê unicamente de um conjunto de indicadores objectivos (apelidos, idioma familiar) e competente certificação pelo rabino da comunidade.
Os judeus sefarditas interessados em recuperar a nacionalidade portuguesa sublinham que outros países, como a Grécia, já adoptaram legislação de reaquisição de nacionalidade por judeus expulsos e seus descendentes e que a própria Alemanha o fez, face à tragédia mais recente.
Portugal é dos poucos países, senão o único, que não dispõe de normas para reaquisição de nacionalidade pelos descendentes de judeus expulsos.
Assim sendo, nós, cidadãos portugueses, através dos signatários desta petição, vimos solicitar perante os Poderes constituídos da República Portuguesa , a restituição da nacionalidade portuguesa aos judeus sefarditas portugueses.
Os signatários
Mário Soares – Monarquia e República
21 Fev 2011 2 Comentários
Assim, Monarquia e República são hoje regimes que pouco se diferenciam, quer no piano nacional quer internacional. Aproximou-as a democracia que ambos os regimes se orgulham de praticar. Quanto a isso, não e possível voltar atrás, espero…
Os Estados organizam-se de diferentes formas, desde a mais remota antiguidade: impérios; monarquias, absolutas e constitucionais; repúblicas, oligárquicas e democráticas, de acordo com o modo como são organizados – e, depois, eleitos -os seus órgãos do poder; as ditaduras, militares e civis, que podem ser autoritárias e totalitárias, conforme o controlo do poder sobre os indivíduos e menos ou mais absoluto.
O século xix, na sequência da Independência Americana e da Revolução Francesa, ambas no fim do século xvm, foi um tempo de liberalismo politico (não confundir com o liberalismo económico, cujo sentido é diferente). O século xx, bem mais violento e perturbado do que o anterior, foi o Século das Ditaduras, militares e civis, autoritárias e totalitárias, como Hannah Arendt definiu os regimes fascista, nazi e comunista. Foi ainda o tempo das grandes guerras, das guerras civis, das guerras e dos conflitos regionais e das revoluções. Finalmente, no final do século xx (1988-91) deu-se a implosão do comunismo soviético e o triunfo – parcial da democracia.
As ditaduras comunistas implodiram, sem efusão de sangue, ao contrario das ditaduras nazi-fascistas, que foram destruídas pelo exterior e em função da guerra que desencadearam. De facto, em virtude da derrota, sem condições, da Alemanha, na Segunda Guerra Mundial, e do colapso da Itália de Mussolini que a antecedeu, os Aliados, a Inglaterra, a América, a França Livre e a Rússia ganharam a guerra e estabeleceram a paz, em nome da democracia. For pouco tempo. Veio, pouco tempo depois, a divisão do Mundo em dois blocos ideológicos rivais, a seguir a Guerra Fria e as independências dos países libertos do colonialismo.
Portal “Os Vermelhos” publica notícia sobre D.Duarte e eleição de Dilma Roussef
19 Fev 2011 Deixe um Comentário
O Portal “Os Vermelhos”, Portal de informação das esquerdas portuguesas, publicou a notícia sobre a mensagem de D.Duarte de Bragança a felicitar a eleição de Dilma Roussef como se pode ver AQUI
A República e o Sindicalismo, CGT
13 Fev 2011 Deixe um Comentário
Sob a influência da experiência francesa uma corrente do sindicalismo revolucionário verá a luz do dia no princípio do século XX. Os sindicalistas revolucionários serviram de traço de união entre socialistas e anarquistas no seio dos sindicatos. Uma imprensa sindical aparecerá em 1908 com o diário A Greve, de curta duração (alguns meses) e do semanário O Sindicalista (1910 – 1916). No congresso operário de 1909 acaba a hegemonia socialista dentro do movimento sindical. Em 1914 um congresso totalmente sindical constitui a União Operária Nacional (UON), etapa preparatória da CGT que fará a sua aparição em 1919. O mesmo ano verá a criação das Juventudes Sindicalistas cuja Federação se ligará organicamente à CGT. A UON e a CGT terão uma vida difícil nos governos republicanos (como se sabe a República foi instaurada em 1910) devido à sua dinâmica reivindicativa e da sua oposição à guerra de 1914 – 1918. O regime republicano (1910 – 1926) substituiu a monarquia constitucional (1834 – 1910) foi esperado pelas classes populares com demasiada esperança. Mas o parlamento e os governos republicanos mostraram-se (anti clericalismo à parte) muito conservadores do ponto de vista económico e social, e pouco preocupados com a legalidade na luta contra o movimento sindical. Detenções arbitrárias de militantes, encarceramentos prolongados e deportações sem julgamento, encerramento de lugares, interdição da imprensa sindical, destruição dos seus locais e tipografias, execuções extra judiciais, tudo foi utilizados pelos governos “democráticos” contra o movimento operário. Esta conduta afastou as classes populares dos partidos republicanos e criou as condições favoráveis à eclosão da ditadura militar, prelúdio do regime fascista que se seguirá. O desaire do movimento insurreccional de Fevereiro de 1927 contra a ditadura, onde a CGT teve uma parte activa, acarretou como consequência a sua ilegalização e a suspensão do seu jornal A Batalha.
Fonte m ANOVIS ANOPHELIS
Miguel Esteves Cardoso – Como fugir do Egipto
04 Fev 2011 Deixe um Comentário
Não consigo fugir do Egipto. Quando há levantamentos contra ditaduras, foge-me o pé para o chinelo. A prepotência democrática, livremente eleita, já é irritante que chegue. Mas contra o belprazer republicano, tão dinástico e soberbo que se diria uma imitação macaca da monarquia absoluta, é difícil não torcer.
Na Tunísia, no Egipto, na Síria, no Iémen, na Coreia do Norte, na maldosamente monárquica Arábia Saudita e em todos os outros países em que os que mandam e mamam são sempre os mesmos, é preciso ter um coração de pedra para não desejar que se lixem todos.
Diz-se que são motins monomaníacos, que apenas querem que o manda-chuva se vá embora. Que não apresentam uma alternativa de governo. Fica-se com medo que outros tiranos, livres das corrupções materiais mas escravos dos mandamentos religiosos, se aproveitem do desgoverno para darem o golpe.
É uma atitude pouco generosa. Na Tunísia e no Egipto luta-se contra a injustiça. Não é preciso ter uma alternativa justa – sequer uma qualquer – para lutar contra a corrupção, que é um sinónimo de injustiça, sistemática. As revoltas contra a injustiça não são democráticas nem levam à democracia. São mais antigas e fáceis de compreender.
Eu até posso não ter nada para dizer, nem grande interesse em ouvir vários pontos de vista e escolher um deles. Mas repugna-me ouvir apenas um – e sempre o mesmo – e presumir-se, mesmo que seja verdade, que não tenho nada a rebater ou acrescentar.
Fonte : http://o-povo.blogspot.com/2011/02/como-fugir-do-egipto.html










