Fundação Mário Soares -A República e os Monárquicos
17 Mar 2011 3 Comentários
24-3-2011: 18h00
Sala do Arquivo dos Paços do Concelho
A Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa assinalam o Centenário da República com uma série de 18 colóquios sobre questões essenciais da história do regime republicano. A décima terceira destas conferências, sob o tema “A República e os Monárquicos”, será apresentada pelo historiador Joaquim Romero Magalhães.
A 5 de Outubro de 1910, a República impôs-se sem resistência efectiva dos monárquicos. E, no entanto, o novo regime iria conhecer, anos a fio, as investidas armadas dos vencidos.
Instalados na sua maioria na Galiza, sob evidente protecção da monarquia espanhola, os conjurados monárquicos organizaram, sob a direcção de Paiva Couceiro, diversas incursões no território nacional, onde a sua acção foi secundada por muitos párocos católicos, desavindos com as medidas secularizadoras e anti-clericais dos governos republicanos.
Confiantes em que o povo rural do Norte se ergueria pela restauração monárquica mal os visse entrar, os exilados, pouco organizados e frequentemente mal preparados e municiados, depararam-se, logo na primeira incursão, em 1911, com a falta de apoio popular e uma resistência combativa das hostes republicanas e, em especial, com a capacidade militar da recém-criada Guarda Nacional Republicana e das forças de Marinha, de notória feição republicana e cuja preparação e poder de fogo se tornarão decisivos em diversos momentos.
No ano seguinte, após a celebração do Pacto de Dover entre D. Manuel e o ramo miguelista, nova incursão monárquica foi igualmente votada ao fracasso, estando o governo do país vizinho menos explícito no apoio aos emigrados e desarmando-os mesmo ao retirarem, vencidos, para a Galiza.
Entretanto, o próprio rei exilado não parecia demasiado confiante na acção dos seus partidários, cujas divisões políticas se acentuavam na derrota. Recomendava-lhes cautela e não queria aparecer como fautor directo das acções armadas contra o território nacional.
Entre 1914 e 1915, em larga medida suscitadas pela instabilidade republicana e pela ditadura de Pimenta de Castro, em Janeiro de 1915, sucedem-se novas investidas e, mesmo, a criação de mais de meia centena de centros monárquicos, de algum modo acalentados pela própria ditadura. Mas, a 14 de Maio de 1915, as forças republicanas pôem termo à ditadura e o Partido Democrático regressa ao poder.
Será na sequência da morte de Sidónio Pais, que recebera aliás o apoio de muitos integralistas, e terminada já a I Guerra Mundial, que, de novo e sempre Paiva Couceiro, com mais de mil soldados e artilharia, proclama no Porto, a 19 de Janeiro de 1919, a restauração da Monarquia Constitucional, assumindo funções de “Presidente da Junta Governativa do Reino”.
A Monarquia do Norte, ou Traulitânea como também ficou conhecida, durou 25 dias, recolhendo apoios a norte mas falhando completamente em Lisboa, onde os combates de Monsanto demonstrarão o apoio popular de que ainda gozava a República. A 13 de Fevereiro, Paiva Couceiro será mais uma vez derrotado, apenas lhe restando o retorno ao exílio e a prisão de muitos correlegionários.
A oposição monárquica subsistiu, embora a maioria dos seus defensores tenha preferido alinhar com as crescentes forças da direita militar, participando mais ou menos activamente no golpe de 28 de Maio de 1926.
A décima quarta das conferências promovidas pela Fundação Mário Soares e Câmara Municipal de Lisboa, intitulada “A República e os Monárquicos”, dá início ao que designámos A I República e as Oposições e evocará o percurso das tentativas de alguns sectores monárquicos de restauração do regime derrubado em 1910.
Fonte AQUI
Protesto Geração à Rasca – e tudo fica na mesma …
12 Mar 2011 Deixe um Comentário
Lá se fez a manif em vários pontos do país com números especulativos sobre a quantidade de pessoas, essencialmente não foi uma manif só do people foi também acima de tudo uma manif de protesto contra o Governo de Sócrates e contra a hipocrisia de Cavaco se esquecer que foi ele que criou os recibos verdes quando era primeiro-ministro. Como era de se esperar foi tudo ao monte e fé num Deus virtual que nem sabemos o credo ou ideologia, desde malta dos copos que tirou ou está a tirar licenciaturas que servem só exclusivamente para as universidades ganharem dinheiro com as propinas do que propriamente garantir empregabilidade aos que trabalham com recibos verdes ou estão sobre outra forma precária. Viram-se muitos pais na manif, pois claro, muitos deles estão entalados com créditos contraídos nos bancos para pagar os estudos dos filhos.
Viu-se de tudo, a culpa não é do Sócrates exclusivamente, se formos a ver os números dos últimos 35 anos a culpa é repartida por todos os governos. Tivemos nacionalizações depois de 1975 que afundaram a economia, aumentos de 40′% de salários em 1975, 600 mil portugueses que foram expropriados dos seus bens nas ex-colónias, duas vezes o FMI teve que vir cá em 1978 e em 1983. Tivemos políticas de betão com Cavaco e subsídios da CEE que foram muito mal aplicados, vimos universidades a abrirem como coelhos a dar filhos … O ensino universitário tornou-se não um capricho de uma elite mas passou a ser acessível a todas as classes, o problema é o de sempre Portugal não produz o suficiente e como tal não cria postos de trabalho como deveria ser necessário.
Estamos em crise desde 2008 com o problema da banca, não é culpa do governo actual mas … mas se Portugal já estava antes em crise ficou ainda pior. Não é problema de uma geração mas sim de todos, as soluções para mudar tudo não são fáceis, não é com espectáculo de palhaços e venda de lpodes que vamos a algum lado. A verdade é que Portugal tem o sistema mais rígido de protecção de emprego, é o país onde mais se paga ideminização de despedimento, é o único país na EU que tem recibos verdes … não ajuda a produtividade e nem a criação de emprego.
A solução não é fácil e pelos vistos não será numa geração, infelizmente amanhã é outro dia e tudo ficará na mesma.
António Barreto na Grande Entrevista da RTP
09 Mar 2011 Deixe um Comentário
Se Não Houver uma Grande Reforma
nos Próximos Tempos,
Portugal Corre o Risco de Sofrer uma Revolução
A opinião é de António Barreto, que ontem esteve na Grande Entrevista da RTP.
O sociólogo aponta graves deficiências no funcionamento da justiça e considera fundamental uma “fortíssima união” entre o Presidente da República e o governo.
Ver AQUI : http://rtp.pt/play/?tvprog=1436&idpod=50908
A liberdade e El-Rei, Henrique Barrilaro Ruas
08 Mar 2011 Deixe um Comentário

O poder real não pertence a El-Rei: desce sobre ele. Nada na natureza de El-Rei o está prometendo ou anunciando. El-Rei, por natureza, tem poderes próprios de homem: físicos e espirituais, mas só humanos. O poder real é de outra ordem. Não vem da natureza: vem de Deus.
1. A primeira imagem que de El-Rei se pode ter é porventura a faustosa imagem da grandeza. Assim ele anda pintado coloridamente na imaginação infantil e na de todos os Povos. E no entanto, a quem detidamente o encare, El-Rei aparecerá, por baixo da roupagem fulgurante, como homem nu de aparatos, casado com a pobreza, violentamente atirado para longe dos próprios desejos… Se o primeiro momento da imagem nos dava um Senhor poderoso, o primeiro momento da ideia dá-nos um servo. El-Rei é um cativo.
Ler mais no Causa Monárquica
Aveiro e Liberdade, Liberdade e Aveiro – 35 anos do 3º Congresso da Oposição democrática
08 Mar 2011 1 Comentário
Neste congresso estiveram presentes os Monárquicos Democratas, entre eles Henrique Barrilalo Ruas proferiu o discurso “O problema do Regime”. O Congresso mudou de nome Republicano para Oposição Democrática para que os Monárquicos Democratas também fossem ouvidos.
“Profundamente sensibilizado convite presidir Congresso saúdo companheiros consciente da importância deste Congresso para objectivos centrais nossa luta liberdades democráticas povo português independência povos coloniais declaro aberta a sessão “.Foram estas as primeiras palavras da sessão inaugural do 3º Congresso da Oposição Democrática realizada ontem à noite no Cine-Teatro Avenida. Pronunciou-as o dr. Álvaro Seiça Neves e foram enviadas do exílio, por telegrama, pelo Prof. Rui Luís Gomes, presidente da sessão por vontade unânime da Comissão Nacional.» in “República” de 5 de Abril de 1973
Os objectivos do Congresso(Artº 2º do Regulamento)
Composição da Comissão Executiva do 3º Congresso da Oposição Democrática:
Álvaro Seiça Neves (Advogado)
António Neto Brandão (Advogado)
António Pinho Regala (Estudante)
Carlos Candal (Advogado)
Flávio Sardo (Advogado)
João Sarabando (Publicista)
Joaquim da Silveira (Advogado)
Manuel Andrade (Advogado)
Mário Bastos Rodrigues (Estudante)
issão Executiva requereu autorização para, em 8 de Abril, dia de encerramento do Congresso promover a romagem à campa do dr. Mário Sacramento, com concentração junto à estátua de José Estevão e consequente desfile até ao cemitério.IV – É do conhecimento público que entre as várias correntes oposicionistas algumas há que preconizam o uso da violência e a praticam, traduzida aquela tanto em atentados à bomba como em incitamentos à indisciplina e à rebelião, métodos que merecem repúdio geral, no qual, por certo, alguns sectores da oposição comungarão com sinceridade.
“Foi sob esse clima repressivo, com Aveiro cercada de forças repressivas, com uma Nota oficiosa que proibia a anunciada romagem à campa do Dr. Mário Sacramento, com o cemitério fechado e cercado pela polícia de choque, assim como a Praça José Estevão (local anunciado para a concentração), com o parque da cidade fechado (local aprazado para um piquenique dos congressistas), foi com os cafés e outros estabelecimentos encerrados por ordem da polícia, foi com todo esse clima opressivo que milhares de pessoas tiveram a coragem de se concentrar na Av. Peixinho.
Aí, pelas 10,30 do dia 8 de Abril, umas 5 mil pessoas começaram a dar-se os braços, formaram filas e começaram a avançar a caminho do Congresso. Logo que a manifestação se inicia, surge um cartaz que dizia: “A juventude portuguesa está contra a guerra colonial”. Começa-se a cantar o hino nacional e grita-se: “Fim à guerra colonial” – “Fora a PIDE” – “Amnistia”. O primeiro slogan – “Fim à guerra colonial” – é o mais gritado, chegando a formar-se um coro. A polícia de choque, armada de metralhadoras, capacetes e escudos de plástico especiais, acompanhada de cães, investe sobre os manifestantes com grande ferocidade, agredindo todos os que aparecem à sua frente.
Diversas pessoas, entre as quais vários jornalistas estrangeiros, ficam bastante feridas. As pessoas resistem como podem, e não são poucos os que atiram pedras ou lutam corpo a corpo com a polícia. As portas das casas particulares abrem-se para abrigar os manifestantes, numa bela manifestação de solidariedade. Nas casas, os feridos são tratados e as roupas arranjadas. A ferocidade usada pelas forças repressivas causou a maior repulsa entre a população de Aveiro.(…)”
(carga policial na Avenida Dr. Lourenço Peixinho)
Ver o trabalho feito pelo PCP, a propósito dos 35 anos do 3º Congresso da Oposição Democrática.
Continuação do post do ano passado…

O protesto dos jornalistas estrangeiros contra a repressão (comunicado de 8.4.73)
“Os correspondentes da imprensa estrangeira que se deslocaram à cidade de Aveiro para informar sobre o III Congresso da Oposição Democrática, acto perfeitamente legal e autorizado pelo governo português, desejam por este meio protestar da maneira mais enérgica contra a agressão brutal desencadeada pela polícia durante a manifestação realizada na manhã de hoje, domingo, 8 de Abril de 1973, durante a qual foram agredidos sem motivo algum duas jornalistas, uma delas de mais de 60 anos de idade, da imprensa suiça e alemã respectivamente, e um enviado especial do jornal italiano «Il Giorno» que foi derrubado e agredido selvaticamente por quatro polícias ao mesmo tempo, e a quem roubaram a máquina fotográfica. Também a um enviado especial do agência latino-americana Prensa Latina lhe foi roubado o filme que havia tomado dos acontecimentos.
Nós, jornalistas estrangeiros, somos trabalhadores da imprensa dos nossos países, e desempenhamos uma função estritamente profissional, cumprindo a nossa tarefa de informar a opinião pública.
Consideramos que a atitude da polícia em Aveiro violou os mais elementares princípios da liberdade de imprensa e, ao mesmo tempo, foi desnecessariamente brutal e agressiva, pelo que protestamos energicamente junto dos nossos colegas portugueses e perante a opinião pública deste país.
Ginninger ( «New York Times»); Rameier («AZ» de Viena de Áustria) ; Herrman ( imprensa suiça e alemã) ; Hora ( Agência Prensa Latina) ; Kesseber («Suddeutsche Zeitung», Munique- RFA) ; Haubrich («Frankfurter Allgemeine Zeitung» – RFA); Muller («Sudwest Press» – RFA); Gerhardt ( Rádio Alemã); Ochetto («Il Giorno»-Itália) ; Goertz (« Die Welt» – RFA).

Carta, em 12 de Abril de 1973, da direcção do Sindicato dos Jornalistas a Marcelo Caetano, ao Ministro do Interior…
“A Direcção do Sindicato Nacional dos Jornalistas vem junto de Vossa Excelência apresentar o seu veemente protesto pelo facto de terem sido apreendidos ao jornalista, sócio deste organismo, David de Almeida, a máquina fotográfica e o filme já impressionado com as imagens colhidas em Aveiro, durante os acontecimentos da manhã de Domingo, dia 8 de Abril.
A Direcção deste Sindicato não pode deixar de considerar aquele acto de autoridade policial como uma grave limitação ao livre exercício da nossa actividade profissional. A Direcção do Sindicato Nacional dos Jornalistas, ao tomar conhecimento do protesto formulado pelos seus colegas estrangeiros, a propósito da agressão a que foram vítimas por parte das forças policiais, quando, em missão profissional, procediam à cobertura de III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro, vem associar-se aquela tomada de posição, em face do que considera um grave atentado ao livre exercício da nossa actividade profissional.(…)”
…e a resposta do Ministro do Interior:
“(…)Sempre que os agentes da autoridade são forçados a pôr em acção meios de repressão violenta, não podem ser estabelecidos estatutos especiais de desobediência. A intervenção da Companhia Móvel foi determinada por um nítido desafio à autoridade do Governador Civil de Aveiro, consumado na desobediência colectiva a uma ordem legítima dessa autoridade, devidamente publicada e conhecida.
As pessoas que se colocaram em situação de ser atingidas pela intervenção da Força Policial não têm razões para protestar pois quem, naquela emergência, estava no uso do seu direito e, mais do que isso, no estrito cumprimento do seu dever, era a Polícia de Segurança Pública.
O Sindicato Nacional dos Jornalista tem interesse em saber que a Polícia poderá proceder do mesmo modo sempre que se verifiquem idênticas circunstâncias, para efeito de, por seu lado, prevenir a repetição de situações paralelas que consideramos indesejáveis e que sinceramente lamentamos. Os jornalistas que depois deste esclarecimento quiserem ocupar posições nos lugares onde se desobedece à autoridade pública, correm realmente um risco profissional que a Polícia não poderá cobrir, por maior boa vontade que tenha, e tem, de facilitar a sua missão.
As imagens recolhidas nestas ocasiões têm de ser objecto de controle policial, por ser evidente a possibilidade de integrarem matéria delituosa.”

Fonte AQUI
Luis Filipe Borges – Um destak nunca visto
07 Mar 2011 Deixe um Comentário

O mais curioso é constatar a quantidade esmagadora de comentários que foram reprovados ou denunciados – estes últimos, em querendo, ainda se podem ler. E, esforçando-me por isso mesmo, entre uns recentes contra a maré (defendendo a directora do Destak com unhas e dentes), fico parvo – lá está – com a quantidade de opiniões educadas, de modo algum acintosas que foram pura e simplesmente censuradas. Atente-se nesta, e passo a citar: «Na redacção do Destak encontram-se 4 estagiários, um terço da mesma. Devem ter-se revisto nas palavras da sua directora. Será possível saber em que condições laborais se encontram?».
Interessante pergunta, anulada sem resposta. Mas de que palavras falamos quando falamos de A parva da Geração Parva ?. Excertos como estes dois serão elucidativos: «Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz Eu fico a pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar . Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada» ou «Só falta imaginarem que os recibos verdes e os contratos a termo foram criados especificamente para os escravizar, e não resultam do caos económico com que as empresas se debatem» – sniff, sniff, pobres capitalistas, o coração do escriba pelos grupos económicos soluça.
Num tempo em que a recessão a todos toca, num evoluir diário; com taxas de desemprego nunca vistas, uma inacreditável percentagem de licenciados sem trabalho ou com ocupações indignas dos estudos, com tanta literatura sobre a geração Nem-Nem ou Mileurista ou N.I.N.J.A. (no income, no jobs, no assets), este texto – vindo da directora de um órgão que paga mal ou nem sequer paga a alguns colaboradores, é uma perfeita, redonda e insultuosa vergonha. Dia 12, contem também comigo na rua.
PS não pode funcionar como uma claque de apoio ao Governo
07 Mar 2011 Deixe um Comentário

“Isto é, é fundamental que o PS passe a funcionar não como uma claque de apoio do Governo”, afirmou António Brotas sublinhando a importância de gabinetes de estudo, grupos de reflexão e encontros internos.
Notando que tem havido “pouco debate interno no PS” e a“ausência” de José Sócrates como secretário-geral dos socialistas, o professor catedrático jubilado do Instituto Superior Técnico exemplificou o que significa, no seu entender, ouvir o partido actualmente.
“Quem vem falar ao PS são normalmente os ministros, que vêm quase fazer a propaganda do Governo. Os militantes inscrevem-se para falar e os ministros consideram que isto é ir ouvir o PS. Ir ouvir o PS não é isto e o PS não tem sido ouvido”, criticou.
Às directas para secretário-geral, a 25 e 26 de Março, concorrem, além de Brotas, Fonseca Ferreira, Jacinto Serrão e José Sócrates.
Questionado se gostava que houvesse um candidato que pudesse realmente disputar o cargo contra o actual líder, como António José Seguro ou António Costa, o militante socialista considerou que estes“são potenciais candidatos”, mas que nesta altura não consideraram “oportuno”.
“António Costa desde há pouco tempo é presidente da Câmara de Lisboa. Não podia agora desistir do que está a fazer. Considero bastante o António José Seguro, mas neste momento talvez ele não tenha a estaleca que tem Sócrates para ser primeiro-ministro de Portugal”, afirmou.
Instado a comentar a eventual possibilidade de o Governo adoptar novas medidas de austeridade, António Brotas adiantou apenas que uma das propostas que defende é a “reintrodução do imposto sucessório” para as grandes fortunas, estranhando que isso ainda não tenha “passado pela cabeça de nenhum partido”.
“Propomos uma reintrodução, mas em moldes diferentes. Fixa-se um quantitativo de meio milhão de euros. Quem herdar menos de meio milhão não paga nada. Quem herdar 15 milhões paga imposto sucessório sobre 14,5 milhões”, sugeriu, desafiando Bloco de Esquerda e PCP a pronunciarem-se sobre a matéria.
Lusa/ SOL
Fonte AQUI
Protesto Geração à Rasca ,12 de Março
06 Mar 2011 Deixe um Comentário
Temos visto ultimamente um aproveitamento jornalístico sobre a maif do dia 12 de Março na Av. da Liberade em Lisboa, de um momento para o outro aparece um grupelho de três estudantes de Relações Internacionais que dizem estar desempregados. Na internet vendo os grupos afectos à dita Manif percebe-se que há uma grande confusão de ideias sem substância, capitaneadas por anarquistas ( se é que ainda os há ) e fascistas saudosos da Brigada do Reumático.
Mas voltando ao grupo dos três de Relações Internacionais, vêm de juventudes partidárias ou seja não são virgens nestas matérias ou por si não são mentes ingénuas pouco esclarecidas, são da Universidade Nova de Lisboa na qual há uma grande influência política de Fernando Rosas. Vendo que dizem estar desempregados e a passar dificuldades podiam ser mais genuínos mas no entanto insultam quem eles pretendem representar ao aparecerem nas entrevistas com portáteis de 1500 euros, no caso concreto é um Apple MackBook Air, e telemóveis de última geração. Para quem diz que passa dificuldades … Há quem diga que é mais uma manobra do BE para ganhar terreno, que as coincidências são muitas são.
Há uma tentativa clara de busca de um lugar na sociedade que responda às aspirações e preocupações de uma parte da nossa sociedade. A hipocrisia tornou-se uma forma de aproveitamento do esvaziamento ideológico do Povo em busca de aproveitamento próprio. Estes não são da Geração Rasca que é a minha, são sim aqueles que se querem tornar na Geração Política à Rasca para arranjar um tacho. Depois de histórias de saca rolhas a monopolizarem a campanha presidencial o que será que os jornais nos vão presentear a seguir ?











