Biografia Realistas – António Sérgio

António Sérgio de Sousa (Damão, 3 de setembro de 1883 — Lisboa, 24 de Janeiro de 1969) foi um importante intelectual e pensador português, monárquico democrata, socialista.

Nascido na Índia Portuguesa, foi influenciado pelo contacto com várias culturas. Viveu alguns anos em África, tornando-se uma personagem cosmopolita pois, seguindo uma tradição familiar, estudou no Colégio Militar, completando o curso da Marinha de Guerra, na sequência do que viaja a Cabo Verde e Macau. Abandonou a Marinha com a implantação da República em 1910.

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Justiça Social

Cada vez mais concordo com o que o meu pai dizia há 13 anos, os salários e pensões deviam ter um teto máximo de 400 contos ( moeda antiga ). Claro que 2000 euros não são 400 contos há 13 anos mas se fosse estabelecido um teto “Justo” de certeza que as desigualdades sociais seriam menores. Não me parece que seja uma ideia absurda porque a Suíça adoptou um máximo de 1700 euros, será que não são um Povo desenvolvido ?

Rui Monteiro

Estas palavras nunca foram tão actuais como hoje

Estas palavras nunca foram tão actuais como hoje

“Não perguntes ao teu país o que ele pode fazer por ti; pergunta o que podes fazer pelo teu país !” John F. Kennedy, 1961

Mário Soares e Sérgio Sousa Pinto – Monarquia vs República

Estava eu a folhear um livro que me chamou atenção na livraria sobre o diálogo entre dois camaradas meus socialistas que estimo quando encontrei mais uma vez algo sobre a tese que tenho defendido. Mário Soares questionado por Sérgio Sousa Pinto sobre o facto do “exemplo do Reino Unido” fala a certa altura que a questão “Monarquia vs República” não tem a mínima importância – em democracia – e que tem sido muito levada a peito por muitos republicanos sem razão nenhuma. Ora à primeira vista pode-se dizer que Mário Soares sendo republicano é contra a Monarquia mas não é verdade, não é verdade tanto que na mesma entrevista Mário Soares diz que essa questão não se põe mas não é pelo facto que não interessa ou não deve ser debatida mas sim porque é demasiado óbvio o que é mais importante para o país.
Apresenta os exemploes de Alexandre Herculano e António Sérgio ( monárquicos ) que argumentavam que o mais importante era a democracia ao ponto de citar um texto de Herculano em que diz mais ou menos que « não importa ter alguém com coroa no trono ou não desde que as liberdades e garantias da Constituição sejam devidamente respeitadas ». Embora Mário Soares afirme que é republicano não hostiliza a questão ao ponto que já disse publicamente que não se importava de viver numa Monarquia desde que fosse Constitucional e democrática. Não vemos Mário Soares a contestar publicamente a legitimidade de algum Rei constitucional e nem vemos Mário Soares a por em causa a questão que muitos republicanos colocam da “hereditariedade” na monarquia, enquanto que outros republicanos preferem abordar questões laterais sem se preocuparem com o principal que é a garantia da defesa da Democracia.
Claramente os republicanos anti-monarquia são mais nefastos à democracia do que os monárquicos conservadores, os primeiros em democracia impõem a censura da discussão tornado-se ao mesmo tempo o centro de um paradoxo ideológico enquanto que os segundos embora sendo acusados de ideias que podem ser confundidas com outras ideologias, como a defesa de valores, jogam o jogo da democracia e não tencionam censurar ninguém.

Rui Monteiro

Livro pode ser visto aqui

Resgate financeiro do FMI e a eleição presidencial

Pode-se dizer que Portugal parou nos últimos 8 meses, assistimos todos os dias a novos episódios da novela feita em Portugal com actores de vários teatros nacionais com sede em Lisboa. Embora as pessoas achem que isto tudo começou com o PEC IV a verdade é que já vinha de trás, ou melhor agudizou a partir do momento que o actual governo tomou posse.
O FMI devia ter vindo mais cedo, há quem diga que devia ter chegado em Outubro. O que provavelmente poucas pessoas querem admitir publicamente é que quem condicionou politicamente o país não foi o governo, qual o evento político que atou as mãos ao governo e ao parlamento não deixando que fosse convocadas eleições mais cedo ?
Esse evento não foi mais e nem menos do que a eleição presidencial de 23 de Janeiro de 2011, o que impedia três meses antes e depois de serem convocadas novas eleições. Ora três meses antes de Janeiro cai precisamente em Outubro, coincidência não ? Coincidência foi também o chefe do governo pedir a demissão aproximadamente três meses depois da eleição não ?
Ou seja o regime republicano sobrepôs-se ao interesse superior do País Portugal, o país ficou de mãos atadas durante seis meses nos quais a eleição presidencial foi uma arma de arremesso da oposição contra o governo. Haveria alternativas? Claro que sim, temos o caso da Bélgica onde os governos têm pedido demissão mas o país não para! Além disso o Rei da Bélgica procura consensos e não incendeia o país com recados para o governo e recados no facebook para os que não são “analfabetos”.
Num momento em que se pede moderação e patriotismo não vejo que tal aconteça nestas eleições do dia 5 de Junho. Há mais de 45% de indecisos e os episódios das novelas que vemos diariamente protagonizados pelo líderes políticos não moralizam e nem incentivam as pessoas a tomar uma atitude cívica de ir votar. Como muitas pessoas dizem isto só muda mudando tudo de raiz, mas para mudar e trazer a “moralização da política” não é possível faze-lo com aqueles que durante os últimos 37 anos foram responsáveis pelo estado a que chegámos. Para mudar tem de ser alguém que não tenha telhados de vidro governamentais ou políticos e que seja um exemplo de verticalidade moral e política. Para mudar só mesmo com um poder imparcial e de todos … e nunca de só 23% da população. Não precisamos de presidentes a darem a parcialidade de concordarem com as medidas da oposição, devia era estar calado.

Só muda quando derem o poder ao Povo de decidir !
Só muda com um Rei !

Rui Monteiro

O Partido Socialista Operário Espanhol e a Monarquia

O PSOE, com suas próprias contribuições e algumas renúncias a alguns de seus antigos postulados (como sua tradição republicana), em honra de acordo coletivo, contribuiu decisivamente para para alcançar o consenso do qual surgiria a atual constituição espanhola (de 1978).

Wikipédia

53% dos britânicos que votam na esquerda concordam com o casamento real

The Guardian – Can leftwingers love the royal wedding?

As Kate and William tie the knot, can you be both true to your socialist principles and filled with joy at the royal wedding?

Royal Wedding - Kate's dress

Royal Wedding – Kate’s dress Photograph: guardian.co.uk
  53.7% Yes
  46.3% No

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Fonte The Guardian

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