“Diálogo com um Filisteu” de O que é a Propriedade? – Pierre-Joseph Proudhon

 

“Como, de que forma você responde tal pergunta? Você é um republicano?”
“Um republicano! Sim; mas essa palavra não é nada específica. Res publica; isto é, a coisa pública. Agora, quem quer que seja interessado em assuntos públicos  – não importando sob qual forma de governo  – pode chamar a si próprio de republicano. Até mesmo reis são republicanos.”
“Bom! Você é um democrata?”
“Não.”
“O que? “Você gostaria de viver numa monarquia?”
“Não.”
” Um constitucionalista?”
“Deus me livre.”
“Então você é um aristocrata?”
“Não mesmo!”
“Você quer uma forma mista de governo?”
“Ainda menos.”
“Então o que você é?”
“Eu sou um anarquista.”
“Ah! Estou te entendendo; você diz satiricamente. Isto é um ataque ao governo.”
“De forma alguma. Eu apenas lhe apresentei minha mais séria e bem ponderada declaração de fé. Ainda assim sou um firme amigo da ordem, sou (no sentido forte do termo) um anarquista. Entenda-me.”

“Diálogo com um Filisteu” de O que é a Propriedade?

António José Seguro novo Secretário Geral do PS

Foto SIC

Em nome dos monárquicos socialistas neste grupo dou os meus parabéns a António José Seguro como Secretário Geral do Partido Socialista !!!!

Eduard Bernstein – a Justiça e a Liberdade

A idéia de democracia inclui, no conceito contemporâneo, uma noção de justiça – uma igualdade de direitos para todos os membros da comunidade e, nesse princípio, o governo da maioria, para o qual, em todos os casos concretos, a vontade da maioria se estende e encontra seus limites. Quanto mais for adotada e governar a consciência geral, tanto mais a democracia será igual, em significado, ao grau mais elevado possível de liberdade para todos.

 

Numa democracia, os partidos e as classes, que estão por trás deles, cedo aprendem a conhecer os limites do seu poder e a tomá-lo unicamente na medida em que podem razoavelmente esperar ir para diante, segundo as circunstâncias do momento. Mesmo que façam exigências superiores ao que seriamente pensam, para assim abrir caminho asos compromissos inevitáveis – e a democracia é a escola superior do compromisso – devem, apesar disso, ser razoavelmente moderados.

 

BERNSTEIN, Eduard (1850-1932). Socialismo evolucionário, págs. 113-114. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1997

Entrevista a António José Seguro – Jornal Público

O pai do Monstro


Olhando hoje para as declarações do Senhor Chefe de Estado vejamos alguns resultados das aulas que deu durante estes anos ao povo Português. Algum do historial pode ser lido AQUI

Mas o mais grave é este senhor vir dizer publicamente o que disse. A década de 90 foi essencialmente uma década de destruição do escudo de forma a que Portugal fosse um dos fundadores do UEM, União Económica e Monetária, ou seja embora se argumente que de 1985 a 1992 houve crescimento económico a verdade é que as medidas tomadas nesta altura como desinflação não só retirou o crawling peg da panóplia de instrumentos à disposição dos governos portugueses como implicou um significativo reforço do valor cambial do escudo. O câmbio estabelecido entre 1990 e 1992 acabou por ser aquele com que o país aderiu ao 2000 ao Euro que aliás já tinha sido confirmado no Tratado de Maastricht em 1991, e parece ter sido fixado a um nível demasiado elevado para a competitividade das exportações portuguesas.
Os governos que lhe seguiram limitaram-se a seguir o que já tinha sido feito e cumprir os acordos estabelecidos no quadro da UEM, quando o Euro entrou em 2002 em Portugal o Governo de Guterres foi o simples executor da aula de Economia do Pai do Monstro. Se há um responsável pela moeda que asfixia o nosso país … esse tem um nome.

Juntando o X e o Y da equação perguntamos “mas afinal o pai do Monstro acha que o povo tem Alzeimer ?” O senhor professor de Economia é do tempo em que os professores não tinham avaliação … todos nós sabemos que a Economia não é uma ciência, se fosse utilizava métodos comprovados sem ter a necessidade de os executar para obter resultados. A Economia não é a Matemática que aplica pressupostos, ou Axiomas como verdades aceites por todos sem terem a devida prova dos mesmos … Não há verdades absolutas na Economia … e as que não são em Matemática podem levar séculos a serem provadas sem que ponham em causa as Liberdades e Garantias de um Povo.

Agora o problema que se volta a por é o problema do Regime, numa Monarquia Constitucional o Chefe de Estado nunca na sua magistratura teria a sua legitimidade em causa tendo em conta o seu passado anterior. Numa Monarquia Constitucional os Parlamentos ou Cortes verificam ao pormenor a capacidade de alguém poder vir a ser o Chefe de Estado, no caso concreto Rei. Há exemplos pré-1910 em Portugal de Reis e Rainhas que foram destituídos do cargo por serem considerados inaptos, exemplo Rainha D.Maria I. No momento actual fala-se de que os responsáveis pelo estado da economia portuguesa deviam ir a tribunal e serem julgados, penso que é óbvio que as culpas não morrem solteiras e tal é injusto que seja apontado principalmente ao anterior governo, aliás são mais que óbvias as provas da paternidade do Pai do Monstro.

Numa Monarquia Constitucional actual e moderna como as Europeias o passado do actual Chefe de Estado nunca lhe daria direito ao trono, nem que fosse da família real.

Fontes Wikipédia, Economia Portuguesa, Luciano Amaral

Paiva Monteiro

Algum do historial pode ser lido AQUI

O exercício de Votar – A diferença entre o Presidente da República e o Rei

Ontem dia 5 de Junho Portugal foi a eleições, o Povo foi ouvido nas urnas, desde já os parabéns democráticos a Pedro Passos Coelho e a todos os portugueses que votaram.
Até aqui tudo é normal num regime Constitucional excepto algo … o Presidente Cavaco Silva foi votar. Parecendo que não é uma grande diferença entre o Regime Constitucional Monárquico e o Republicano, no primeiro o Rei nunca vota enquanto que no segundo o Presidente vota. No meio disto tudo é natural que se pergunte “onde está a imparcialidade do Presidente da República quando vota ? em que partido vota ? no dele ? favorece qual ?”. Ora seguindo os últimos 25 anos de democracia depreende-se que o Presidente tem vindo sempre de um passado político afecto a um dos partidos do arco da governação, portanto é de questionar só por isso a sua imparcialidade … ainda mais quando ao representar o Povo Português toma partido de uma facção do Povo e não de todos.
Como sabemos a Eleição Presidêncial condicionou a entrada do FMI em Portugal e como tal é legitimo pensar que todos os últimos meses nada foi ao acaso. Segundo a Constituição Portuguesa um Presidente só pode ser demitido pelo Parlamento em caso de Crime, se for doente ou maluco nada se pode fazer … Nunca poderia “arbitrar” um jogo de futebol porque iria beneficiar uma das equipas …
Precisamos mais do que nunca de um Chefe de Estado que una o país e que encontre consensos entre todas as forças políticas, com um Rei todos os partidos teriam a certeza de que a eleição legislativa seria justa e não condicionada.

Se a Crise agudizar provavelmente ainda vamos ver Cavaco Silva a sair de helicóptero de Belém … algo que já aconteceu à Argentina em 2002 pelas mesmas razões que afectam hoje condicionam o nosso país … o FMI

Paiva Monteiro

João Soares – “Prefiro D.Duarte de Bragança 10 anos como Chefe de Estado do que Cavaco”

Foi no debate moderado pela Dr.ª Fátima Campos Ferreira em vésperas das Eleições Presidenciais de 2006  num debate que passou na RTP, não sei precisar mas penso que é o mesmo debate referido pelo prof. José Adelino Maltez e pelo prof.Mendo Castro Henriques. O Dr. João Soares disse categoricamente que tendo em conta as eleições que se aproximavam preferia, a pesar de ser republicano, ver 10 anos D.Duarte de Bragança como Chefe de Estado do que Cavaco Silva em qualquer dos cenários.

Paiva Monteiro

A sala ontem encheu para ouvir António José Seguro em Aveiro


Mensagem ontem entregue a António José Seguro

Caro António José Seguro

Foi com prazer que o ouvi durante aquelas horas no Centro de Congressos de Aveiro hoje à noite, estou a escrever estas palavras agora e irei escrever para os outros o que senti enquanto as sensações e pensamentos ainda estão frescas.

Quando o meu amigo Álvaro do Bém me apresentou a si como Monárquico disse-me logo que não devo ter gostado de o ouvir dizer que era “Republicano”, eu prefiro republicanos convictos do que artistocretinos como costuma dizer o prof.José Adelino Maltez (monárquicos feudais aqueles que referiu quando falou no pulpito) . Mas acima de tudo prefiro democratas, o que me separa de si é a concepção de Chefe de Estado que para mim a via seria com aconteceu na Espanha, um Rei sem corte mas um verdadeiro juiz. Cavaco Silva torna-me cada vez mais monárquico Liberal como José Estevão, como diz D.Duarte ninguém acredita num árbitro num jogo SLB-FCP se for de um dos clubes.

Já acompanho o seu percurso há muito tempo, disse-lhe que se não fosse o seu combate contra a PGA não me teria filiado no PS. Foram várias as circunstâncias ao mesmo tempo, era o seu combate contra a PGA, era Guterres que para mim foi um dos mais brilhantes parlamentares que o PS teve, era também o ambiente familiar que tinha. O meu pai Joaquim Domingos Monteiro era militante do PS de Aveiro nessa altura e tinha muitos amigos mas em especial reunia-se todos os dias depois do almoço no famoso Café Palácio em Aveiro com os amigos dele, entre eles Carlos Candal, o ex-Presidente da Câmara de Ovar Armando França, vereadores do PS em Aveiro e Filipe Neto Brandão. Agora imagine o que é para mim entre os meus 18 e 21 anos ir com o meu pai e assistir a essas cavaqueiras de autentica conspiração política. Quando fiz 21 anos o meu pai perguntou-me se eu me queria filiar no PS e Filipe Netro Brandão foi o meu padrinho na JS e no PS nesse mesmo dia, a pesar do meu pai ter falecido há 12 anos os amigos dele ainda o recordam como foi o caso de um militante do PS que estava sentado ao meu lado a ouvi-lo e lembrava-se do meu pai. Participei nas campanhas de Alberto Souto e de Alvaro do Bem nas Autárquicas, ganhei calo de campanha política … mas estou a ver que ainda temos de caçar em terreno inimigo para ganhar votos com tantos idosos que acham que vamos roubar vacas. Falou em Carlos Candal com saudade e emoção … era o mesmo do “Protesto Anti Portas” que eu conhecia.

Ser monárquico na minha família não é por ostentação ou por um passado glorioso, de nada nos serve ter esse património, serve sim o exemplo daqueles nossos familiares nos deixaram para nos indicarem o caminho a seguir. Foi assim com o passado anti-fascista do meu avô e o exemplo da Ética e de valores que o meu pai sempre defendeu … detesto aristocratas que dão mau nome ao verdadeiro significado da palavra “Nobre” e amantes do cilício porque sou alérgico a metal.

O meu avô deu o maior exemplo que um “Nobre” pode dar pelo seu Povo, lutar pela Liberdade do mesmo.

Fui entrevistado pela Fernanda Câncio para o casamento dos príncipes ingleses, ela em vez de escrever sobre a teoria política preferiu falar do meu património familiar , foi uma hora e vinte minutos : http://causamonarquica.com/2011/04/25/diario-de-noticias-quem-sao-os-windsor-fernanda-cancio-entrevista-rui-monteiro-e-mendo-henriques/

Mas o exemplo do meu avô Manuel Vilela que esteve ao lado de Humberto Delgado em 58 no Porto é muito mais que isso : http://causamonarquica.com/2011/02/04/um-heroi-monarquico-no-seculo-xx-manuel-antonio-vilela/

Como imagina o meu avô era o herói do meu pai, e é o meu herói ideológico.. Talvez por isso e por pertencer ao Instituto da Democracia Portuguesa no dia 19 de Junho de 2010 acharam que no Congresso da Causa Real presidido pelo Paulo Teixeira Pinto de que eu deveria falar sobre a Monarquia e o Futuro, aproveitei a oportunidade. Escrevi um discurso sobre a Esquerda e a Monarquia nos últimos 150 anos, foi revisto por republicanos destacados do PS no Parlamento. Foi … ir para a cova dos Lobos, falar para um Teatro com 300 pessoas hostis ao que eu ia falar, mas não me calei porque acredito firmemente . Não há tempo para coragem quando se tem de fazer o que se acredita.

Ajuda a alguns entender o que é o socialismo, muitos dizem que o são mas nem sabem porquê. Pode ler aqui : http://esquerdamonarquica.wordpress.com/2010/06/19/congresso-da-causa-real-em-viseu-discurso-de-rui-monteiro/

Falando do PS, não imagina quantas vezes nos últimos 6 anos quis entregar o meu cartão de militante … mas havia o José e outros que me diziam “mas tu acreditas nos teus ideais não te vais deixar levar”, e o cartão ia ficando mesmo com as contas em dia. Muito tem de mudar, acho que tudo foi dito por si hoje, eu tenho tentado nos últimos 4 anos retirar os monárquicos de esquerda da segregação política a que durante muito tempo têm estado sujeitos, eles existem e não são poucos … acho que deve saber disso.

As redes sociais ajudam muito neste partilhar de ideias, acho que a nossa estratégia tem de ser ainda mais afinada … como dizia no outro dia ao nosso camarada Sergio Gonçalves … há muito amadorismo, temos de aprender com a forma como Obama ganhou as eleições.

Peço desculpa por este enorme email, foi um prazer ouvi-lo e conhece-lo.
Boa Sorte, desejo vê-lo finalmente como o Secretário Geral do meu partido.

Um forte abraço de um Camarada
Rui Monteiro
VIVA PORTUGAL

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 659 other followers