Sem-abrigo julgado por furtar seis chocolates em supermercado



Fiquei escandalizado quando vi esta notícia no Público, http://www.publico.pt/Sociedade/semabrigo-julgado-por-furtar-seis-chocolates-em-supermercado-1519905

Já vou ao assunto em concreto mas vou contar-vos uma coisa, quando o Jumbo abriu em Aveiro há 12 anos eu tive um problema estava a ver os jogos de PC com o meu irmão João … fizemos as nossas compras e quando fomos pagar na caixa apareceu um segurança com um plástico a dizer que tínhamos roubado um jogo ! Estão a ver a sensação não estão ? claro eu e o meu irmão tínhamos cabelos compridos até ao peito e para aquele anormal do segurança eramos uns bandalhos … no entanto muito boa gente bem vestida passa ao lado desses seguranças e roubam de tudo ! E nós por termos cabelos compridos fomos logo à guilhotina, fomos burros podíamos ter pedido para chamar a PSP … mas a nossa Honestidade traiu-nos e não quisemos, podíamos ter pedido uma indemnização ao Jumbo.

Agora este pobre com fome de certeza rouba seis chocolates, a empresa não foi lesada mas decidiu apresentar queixa e o homem ???? Os chocolates acabaram por ser restituídos ???? Aqui vemos a Ética desta corja que está à frente de certas empresas, de certeza que soubessem o que é FOME pensariam duas vezes !!!

Já sei … pensam “lá estás tu com o teu sentido de Justiça, não podes apagar todos os fogos …”,não não posso … mas apagando um de cada vez posso ajudar a dar um bocadinho de auto-estima e consolo a quem não tem nada …

Rui Paiva Monteiro

Excerto – Portugal e a Monarquia, Jorge de Sena

(..) Mas como político que põe acima de tudo o anseio de democratização social e de respeito a vontade do povo (embora claramente ciente de quanto os meios modernos de propaganda e os dinheiros que os controlam podem influir naquela vontade), eu, embora republicano, não sou dos que preferem a República à Liberdade, para usar da expressão de um amigo meu católico social e republicano. E a aceitaria, se o povo português quisesse, uma monarquia que me garantisse,e a ele, tudo o que a república não pudesse, a certa altura do desenvolvimento político do país, dar-nos … Simplesmente, como já frisei, neste dar é que bate o ponto.(…)

Fonte Rever Portugal, Textos políticos e Afins, Jorge de Sena

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